Iván Cepeda, Paloma Valencia e Abelardo de la Espriella são os favoritos na eleição da Colômbia — Foto: Reuters
A Colômbia vai às urnas neste domingo (31) para escolher o sucessor do presidente Gustavo Petro em uma eleição marcada pela violência e pela polarização política. Ao todo, 11 candidatos disputam o primeiro turno.
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▶️ Contexto: Petro está no poder desde 2022, e a Constituição colombiana não permite a reeleição presidencial. O partido dele, o Pacto Histórico, aparece entre os favoritos por causa de avanços sociais promovidos pelo governo, mas enfrenta desgaste por dificuldades no combate ao crime organizado.
- O avanço de conflitos armados e os casos de assassinatos, inclusive de políticos, aumentaram a sensação de insegurança no país.
- Durante a pré-campanha de 2025, um dos principais nomes cotados para a disputa presidencial morreu após sofrer um atentado.
- Atualmente, a Colômbia também vive uma escalada de tensões com o Equador, que conduz operações militares para combater o crime organizado na fronteira entre os dois países.
Pesquisas indicam que nenhum deles deve ultrapassar os 50% dos votos necessários para vencer no primeiro turno. Com isso, há grande probabilidade de um segundo turno no dia 21 de junho. Leia também: Filósofo, 'sósia' de Bukele e neta de ex-presidente: quem são os favoritos na
Cepeda, que lidera as pesquisas, promete dar continuidade às políticas sociais do governo Petro. A gestão de esquerda recebeu a economia fragilizada pela pandemia, mas conseguiu aumentar o salário mínimo nominal em 75% e reduzir o desemprego.
As medidas, no entanto, ampliaram o déficit fiscal e levantaram preocupações sobre a capacidade do governo de financiar programas sociais. O Congresso chegou a barrar algumas propostas de Petro.
Mesmo assim, a economia não aparece entre as maiores preocupações dos eleitores.
Pesquisa do instituto Invamer divulgada neste mês mostra que 40% da população aponta a segurança pública como principal problema do país. Desemprego e economia aparecem apenas em quarto lugar, com 11%.
É nesse cenário que De la Espriella e Paloma Valencia ganharam força na disputa. Mais de mundo
Eleições na Colômbia — Foto: Alberto Correa/Arte g1
Criminalidade
Disputa entre grupos rivais na Colômbia deixam mais de 50 mortos Leia também: O que se sabe sobre o caso suspeito de Ebola investigado em São Paulo
O combate ao crime dominou a campanha presidencial.
- As Farc são uma guerrilha considerada terrorista pelos EUA e surgiram na década de 1960.
- O conflito travado pelo grupo contra paramilitares e forças estatais ao longo de cinco décadas deixou mais de 250 mil mortos e provocou o deslocamento de milhões de pessoas.
O acordo mediado com a ajuda de Cepeda em 2016 levou as Farc a aceitarem o desarmamento. Mesmo assim, grupos dissidentes continuam ativos e são apontados como responsáveis por parte da violência no país.
- Na quinta-feira (28), por exemplo, um confronto entre duas facções dissidentes das Farc deixou 52 rebeldes mortos na Amazônia colombiana.
- Os grupos criminosos disputam controle territorial em áreas do país, além de lucros ligados ao narcotráfico e à mineração ilegal.
Cepeda quer voltar a apostar no diálogo para enfrentar o problema, mas opositores afirmam que isso não será suficiente. Políticos de direita dizem que a política de “paz total” fracassou e que organizações armadas aproveitam as negociações para se fortalecer.
- Colômbia
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