Claude Mythos conseguiu hackear o macOS IA avançada da Anthropic foi usada por pesquisadores para contornar camadas de segurança da Apple. IA avançada da Anthropic foi usada por pesquisadores para contornar camadas de segurança da Apple. Pesquisadores da startup de segurança Calif afirmam ter descoberto uma nova forma de burlar proteções avançadas do macOS.
A descoberta foi feita com apoio do Mythos, inteligência artificial da Anthropic, durante testes realizados em abril. Segundo o Wall Strett Journal, o exploit dá ao invasor acesso a áreas restritas do dispositivo, mirando tecnologias que a Apple levou anos para desenvolver. A equipe da Calif entregou um relatório de 55 páginas aos engenheiros da Apple pessoalmente, na sede da companhia, em Cupertino.
Leia no AINotícia: Amazon Lança Novo Fire TV Stick Leia também: Como iniciar o Windows 11 em modo de segurança
A Apple afirmou que está revisando o material e disse que leva relatos de vulnerabilidades potenciais “muito a sério”. A técnica usada pela empresa de segurança não foi completamente divulgada e deve ser detalhada apenas após a correção dos bugs pela Apple.
De acordo com o WSJ, ela parte da combinação de dois bugs com uma série de métodos voltados à corrupção de memória no Mac. Esse tipo de falha pode permitir que um invasor amplie os privilégios dentro do sistema — o chamado escalonamento de privilégios —, acessando áreas normalmente isoladas. O alvo seria justamente o Memory Integrity Enforcement (MIE), uma proteção reforçada às memórias dos dispositivos, anunciada pela Apple no ano passado.
A tecnologia promete detectar e bloquear formas comuns de corrupção na memória, e cobre superfícies críticas em ataques, como o kernel. A big tech afirma ter levado cerca de cinco anos de desenvolvimento da tecnologia, mas bastaram cinco dias para que os pesquisadores construíssem o código capaz de explorar as falhas, com ajuda do Claude, modelo de linguagem que é base do Mythos. O Mythos é um software de IA da Anthropic voltado à auditoria de código e pesquisa de segurança.
Anunciado no início de abril, o modelo está em beta e tem acesso restrito a integrantes do Project Glasswing, um consórcio de empresas de tecnologia como Apple e Google, voltado à cibersegurança. No anúncio, a Anthropic afirmou que o Mythos encontrou brechas em “todos os maiores sistemas operacionais”, e deve continuar como uma ferramenta de uso limitado por esse potencial. No caso da falha no MIE, o CEO da Calif, Thai Duong, destacou que o Mythos funcionou como um multiplicador da capacidade humana no ataque, ajudando na investigação, organização e reprodução de padrões, mas que precisou de supervisão humana. Mais de tecnologia
A velocidade desse tipo de descoberta preocupa especialistas. No início de 2026, a IA da Anthropic encontrou mais de 100 vulnerabilidades de alta gravidade no Firefox em apenas duas semanas, algo que levaria dois meses em condições normais. Esse salto deu força ao termo Bugmageddon, usado para descrever uma possível onda de vulnerabilidades descobertas com auxílio de IA. Leia também: Microsoft admite que carregar senha em texto simples no Edge não é boa ideia
O receio é que as falhas passem a surgir mais rápido do que empresas e equipes de TI conseguem corrigi-las. Isso também faz com que Washington esteja de olho no avanço dessas ferramentas. Segundo o WSJ, autoridades dos Estados Unidos passaram a reavaliar a forma como modelos de IA capazes de encontrar vulnerabilidades devem ser supervisionados.
O país avalia, inclusive, dar ao governo federal maior autoridade sobre modelos de IA com tamanho potencial. {{ excerpt | truncatewords: 35 }} {% endif % }
Leia também no AINotícia
- Microsoft admite que carregar senha em texto simples no Edge não é boa ideiaTecnologia · agora
- iPhone 17e (256 GB) tem 29% OFF com cupom em promoção na AmazonTecnologia · agora
- Kindle Paperwhite Signature Edition sai por até 10x de R$ 95,90 na Book FridayTecnologia · 4h atrás
- Venda de Windows pirata leva à expulsão de lojistas onlineTecnologia · 4h atrás

