Amiga de Preta Gil detona Rodrigo Godoy após documentário: 'Mau-caráter'
Ler matéria →A abertura da 24º Flip foi dedicada a homenagear a poeta Orides Fontela e seu legado. Apesar de ter como um dos convidados da mesa Augusto Massi, que foi amigo e editor da escritora, a noite de quarta-feira (22) não foi marcada por anedotas, e sim por uma demonstração da força da poesia de Orides, defendida também pela poeta Marília Garcia. Antes da fala dos dois poetas, foi tocado para a plateia um trecho do audiobook de ‘Alba’, com o poema homônimo, de onde foi extraído o verso que nomeia a mesa 1: ‘
Entra furtivamente a luz’. Essa ação ocorrerá para todas as mesas da Flip, como uma forma de manter Orides, que morreu em 1998, presente durante a Festa Literária Internacional de Paraty. Flip 2026:
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Veja programação principal com horários de todas as mesas Quem são os escritores e quais livros estão publicados no Brasil Orides Fontela: conheça autora homenageada Confira destaques da programação das casas parceiras Também foi exibida uma pequena entrevista com o crítico Davi Arrigucci Júnior, conterrâneo responsável por revelar Orides Fontela após ler seus poemas no Jornal O Município, de São João da Boa Vista (SP), onde estudaram juntos. Marília Garcia, autora de ‘
Pensar com as mãos’ e ‘Câmera lenta’, fez uma performance, lendo um texto que escreveu a partir de uma releitura da obra de Orides Fontela, que ela disse à CBN ter impactado sua própria escrita há anos. A poeta carioca trouxe fotografias, desenhos e outros elementos gráficos, enquanto relembrava coincidências em sua vida envolvendo a obra de Orides e também conectando versos da homenageada a momentos da atualidade. É o caso da imagem do pássaro, tão recorrente na poética oridiana (palavra que Marília contou 77 vezes na obra), que ligou ao fenômeno de morte das aves por conta das ondas de calor na França decorrentes das mudanças climáticas.
Tanto Massi quanto Garcia deixaram de lado aspectos biográficos muito valorizados pela mídia no final da vida de Orides, como a pobreza, e discutiram sua poesia. Esta sim deve agora estar no centro do debate, como espera a curadora de 2026 da Flip, Rita Palmeira. " Leia também: Amiga de Preta Gil detona Rodrigo Godoy após documentário: 'Mau-caráter'
Orides estará conosco nestes dias e, é essa a nossa aposta, também daqui para frente, com seus poemas sendo lidos, relidos, recitados e estudados", disse ao introduzir a mesa. Augusto Massi fala sobre Orides Fontela na abertura da 24º Flip O crítico literário e poeta Augusto Massi, que publicou 'Negativo' e 'Eletricista', selecionou poemas de cada um dos cinco livros que Orides Fontela publicou em vida, destacando transformações em sua poética a cada publicação, que passou por influências do catolicismo, mitologias greco-romanas e também pelo zen-budismo.
Massi destacou que, embora pequena, a cidade de São João da Boa Vista tinha muitas bibliotecas. Entre elas, uma mantida por um professor e médico, figura que coincidentemente foi essencial tanto para Orides, quanto para dois intelectuais ligados a ela, Davi Arrigucci e Antonio Candido, um dos maiores críticos literários do Brasil na história- que fez um ensaio sobre o livro 'Alba', que venceu o Jabuti. "
A Orides Fontela também frequentou essa biblioteca e ele orientava as pessoas. Esse mesmo senhor deu aula para o Antonio Candido, nos anos 50, que cursou o ginásio em São João da Boa Vista. Isso é uma coisa importante da gente ter uma noção da força que é a escola pública, de uma cidade que tem realmente coisas a oferecer, e isso transformou a vida da Orides.
" À menção à escola pública foi aplaudida no Auditório da Matriz. Mesmo com uma origem pobre, a poeta conseguiu estudar e se corresponder com grandes intelectuais, obtendo reconhecimento no meio cultural e nas universidades. Mais de entretenimento
Embora tenha passado longe de se tornar best-seller em vida, com a Flip, Orides Fontela pode alcançar um novo público. "É uma poeta universal, e que a gente muitas vezes perde a dimensão diante do anedotário que envolve a Orides, e que eu queria só sintetizar de que ela é frágil e forte. Ela é alucinada e lúcida.
Ela não é nem o sim, nem o não, mas é um sim que traz o não no seio. " Flip 2026 Começou nesta quarta-feira a 24º edição da Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip.
Durante cinco dias (22 a 26 de julho), a cidade recebe em seu Centro Histórico leitores e escritores de todo o mundo para celebrar os livros e a cultura. O evento teve sua primeira edição em 2003, e desde então trouxe centenas de autores premiados às famosas ruas de pedra da cidade fluminense. São destaque de 2026 os escritores Andréa del Fuego, Bethânia Pires Amaro, Ana Paula Tavares- vencedora do Prêmio Camões do ano passado -, Katie Kitamura, Paulliny Tort, Kamel Daoud, Milton Hatoum, Ernesto Mané, Zadie Smith, ministra Cármen Lúcia e o médico Dráuzio Varella. Leia também: Roberto Carlos, 85, realiza cirurgia programada: o detalhe que mais repercutiu
Tradição da Flip, neste ano a autora homenageada é a poeta paulista Orides Fontela, cujos versos nomeiam as mesas do Programa Principal da festa literária. A Flip conta ainda com 44 casas parceiras que oferecem um circuito paralelo, como a Casa Sesc, que traz a intelectual e ativista americana Angela Davis.
Nomes como Valter Hugo Mãe, Socorro Acioli e Conceição Evaristo também participam de eventos extras. Como assistir às mesas da Flip? Pessoalmente, no Centro Histórico de Paraty: o acesso às mesas com os autores, que acontecem no Auditório da Matriz, é por meio de ingressos adquiridos previamente, mas é possível assistir às transmissões de forma gratuita pelo telão da Praça Aberta.
Todas as mesas do Programa Principal contam com interpretação em Libras, audiodescrição e tradução simultânea para o público do Auditório da Matriz. Na Casa Patrimônio, no Largo da Santa Rita, as mesas do Programa Principal são transmitidas ao vivo gratuitamente e em língua portuguesa, quando a tradução for necessária. De forma remota: o Programa Principal conta com transmissão gratuita ao vivo pelo YouTube da Flip, e também no canal fechado de TV Arte1.
* A repórter viajou a convite do Instituto Motiva, patrocinador e parceiro oficial de mobilidade da Flip 2026. Mais recente Próxima Denise Stoklos estreia na Flip peça sobre Dalton Trevisan, que fez 'radiografia da humanidade com crueza e amor'
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