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Cessar-fogo entre Líbano e Israel é prorrogado por três semanas, diz Trump

Cessar-fogo entre Líbano e Israel é prorrogado por três semanas, diz Trump Crédito, Reuters 17 abril 2026 Atualizado Há 3 horas Tempo de leitura: 6 min O presidente dos

Cessar-fogo entre Líbano e Israel é prorrogado por três semanas, diz Trump
Cessar-fogo entre Líbano e Israel é prorrogado por três semanas, diz Trump
Presidente Trump sentado na cadeira no Salão Oval ao lado do vice-presidente JD Vance e do secretário de Estado, Marco Rubio

Crédito, Reuters

17 abril 2026
Atualizado Há 3 horas
Tempo de leitura: 6 min

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (23/4) a prorrogação por três semanas do cessar-fogo entre Israel e Líbano após reuniões entre autoridades dos dois países no Salão Oval da Casa Branca.

Segundo o presidente americano, a extensão do acordo faz parte dos esforços dos EUA para avançar em um entendimento de paz mais duradouro entre as partes.

"Os Estados Unidos vão trabalhar com o Líbano para ajudá-lo a se proteger do Hezbollah", disse em conversa com jornalistas na Casa Branca.

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, são esperados em Washington nas próximas semanas.

A trégua entre os dois país entrou em vigor no dia 16 de abril e previa duração inicial de 10 dias. Com isso, o acordo expiraria no domingo. Leia também: Apagões, lixo nas ruas e incerteza: Cuba à beira de um colapso?

Na última semana, contudo, Israel e Hezbollah trocaram ataques e acusaram um ao outro de violar o acordo de cessar-fogo.

Segundo o Líbano, um dos bombardeios israelenses matou uma jornalista que trabalhava para um jornal libânes.

Um dia após o acordo de cessar-fogo entrar em vigor, o ministro das Relações Exteriores do Irã anunciou a reabertura completa do Estreito de Ormuz.

A decisão foi comemorada por Trump, que, no entanto, anunciou que o bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos do Irã e ao Estreito de Ormuz seguirá em vigor até que os dois países cheguem a um acordo de paz.

A decisão de Trump repercutiu negativamente no Irã, com críticas na imprensa estatal iraniana ao anúncio do chanceler do próprio país. Mais de mundo

O republicano também afirmou que os EUA trabalharão com o Líbano para lidar com a "situação do Hezbollah" de maneira apropriada e que Israel não bombardeará mais o Líbano. "Eles estão PROIBIDOS de fazer isso pelos EUA. Chega!", escreveu, acrescentando que os EUA "tornarão o Líbano grande novamente", numa recriação de seu famoso slogan "tornar a América grande novamente".

O que diz o acordo?

Os termos do acordo que entrou em vigor na semana passada já previa uma possibilidade de prorrogação "por mútuo acordo" caso as negociações mostrem sinais de progresso. Leia também: Os mapas que explicam como o conflito entre EUA, Israel e Irã se espalhou

De acordo com mais detalhes fornecidos pelo Departamento de Estado dos EUA:

A declaração acrescentou que a trégua foi um "gesto de boa vontade" de Israel destinado a possibilitar "negociações de boa-fé para um acordo permanente de segurança e paz" entre as duas partes.

Tiros são disparados para o céu nos subúrbios do sul de Beirute nas primeiras horas de 17 de abril de 2026, enquanto os moradores comemoram o início de um cessar-fogo de 10 dias que entrou em vigor à meia-noite.

Crédito, Getty Images

O que disseram os diferentes lados?

Os líderes de Israel e do Líbano saudaram a trégua, com Netanyahu classificando o entendimento como "uma oportunidade para firmar um acordo de paz histórico".

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, disse esperar que o acordo permita que aqueles que foram deslocados pelo conflito retornem às suas casas.

O que é a zona tampão de Israel?

Como o acordo foi negociado?

O que isso tem a ver com a guerra no Irã?

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