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Ler matéria →A Casa dos Ventos planeja implantar novos projetos eólicos no país que devem somar 1,5 GW (gigawatt), com início de operação previsto para o final de 2028, e estuda ampliar as atividades em áreas que considera menos vulneráveis ao corte de geração de energia, como o Rio Grande do Sul. " Seguimos com ritmo e cronograma de investimento relativamente robustos", afirma Lucas Araripe, diretor-executivo da companhia, na contramão do cenário nacional, com a suspensão de aportes de empresas de fontes renováveis.
A maioria da capacidade instalada dos futuros empreendimentos deve se concentrar na Bahia, e o restante será distribuído em outros estados, diz Araripe. Com 4,3 GW em operação comercial, a empresa está perto de concluir a implantação dos complexos fotovoltaicos Seriemas e Rio Brilhante, ambos em Mato Grosso do Sul.
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Também se prepara para iniciar a construção de usinas que devem acrescentar 2,1 GW, sendo duas eólicas, uma no Piauí e outra no Ceará, e uma solar, em Mato Grosso do Sul. Araripe diz que a Casa dos Ventos deve atingir 6,4 GW de capacidade instalada até o início de 2028 e prevê alcançar 11 GW em 2030. " Leia também: Vila Mariana, em SP, vive boom imobiliário que parece não ter hora para acabar
Isso coloca a gente na primeira posição entre as empresas especialistas em solar e eólica, e estamos na rota de nos tornarmos a maior plataforma exclusivamente renovável do Brasil", afirma o diretor-executivo. A TotalEnergies detém 34% de participação na companhia, e Araripe diz que a conexão com a empresa de petróleo gera um custo de captação de dívida mais atrativo. " Traz competitividade perante os pares, mas não só competitividade, a gente vai além, no sentido de tentar ser proativo para gerar demanda e continuar crescendo", afirma.
A aposta em data centers é um dos focos dessa estratégia. Em maio, a companhia firmou acordo com a Omnia, do Patria Investimentos, para fornecer energia à estrutura que a ByteDance, dona da rede social TikTok, irá operar no Ceará. Araripe diz que a Casa dos Ventos procura outras empresas de tecnologia para novas parcerias.
A Casa dos Ventos não está imune aos impactos do excesso de fontes renováveis no país, provocado principalmente pela instalação desenfreada de painéis solares em residências, que causa instabilidade na rede. Com o excedente de oferta, o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) precisa cortar a geração de energia, o chamado curtailment. A companhia diz que identifica cortes de 8% a 10% em suas estruturas, enquanto a média do setor gira em torno de 15%.
"Temos sido menos impactados e, para o futuro, a gente fatora isso como parâmetros de decisão para novos investimentos", afirma o executivo. "Estamos considerando investir em alguns projetos no Rio Grande do Sul, porque lá o curtailment é menor do que no Nordeste, por exemplo. " Mais de economia
Araripe diz que os cortes deveriam ser rateados com mais agentes, para evitar impactos maiores. "É um tema que a gente espera que seja melhor endereçado pela regulação. " Leia também: Vila Mariana acessível, Saúde tem morador fiel, metrô e okonomiyaki
Uma projeção do ONS divulgada nesta terça-feira (7) apontou que os cortes devem reduzir até 2030, mas continuarão em níveis elevados, com restrições de até 40 GW em determinados momentos do dia, em todos os anos de 2027 a 2030. O uso de baterias para armazenar energia é visto como uma das formas de aliviar o problema, e o governo federal fará um primeiro leilão em dezembro. O executivo diz que a Casa dos Ventos tem cerca de 1 GW em projetos em desenvolvimento que seriam aptos ao certame, e a empresa estuda qual volume irá pleitear.
" O leilão de capacidade teve um valor altíssimo, um custo super alto, que poderia ter sido resolvido com baterias, a um terço do custo e com menos emissões [de carbono]", afirma Araripe. Relatório de sustentabilidade da Casa dos Ventos divulgado em junho indicou que as operações da empresa evitam a emissão anual de 4,5 milhões de toneladas de CO2 (dióxido de carbono), o equivalente à poluição climática de Belo Horizonte em 2024.
No documento, a companhia também declarou ter destinado R$ 40 milhões em 2025 para iniciativas de preservação ambiental, incluindo estudos e monitoramento de fauna e flora, e R$ 10 milhões para ações sociais, como a qualificação profissional de comunidades locais, com investimento privado e não incentivado. Comentários
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