SpaceX e Apple: a semana que vem promete na tecnologia
Ler matéria →Após muita ansiedade, o Galaxy Z Flip 7 chegou ao mercado brasileiro e, na última semana, tive a oportunidade de testar o novo dobrável em forma de concha da Samsung. Este é o modelo mais indicado para quem quer um dobrável discreto, mas não abre mão de uma boa usabilidade. Em relação ao design, o Flip 7 segue a identidade visual do antecessor, mas tem algumas melhorias bem-vindas.
O formato de concha agora é mais bem aproveitado, com uma tela externa maior que cobre quase toda a parte frontal, com recortes apenas para as duas câmeras e bordas bem finas. Assim, dá para aproveitar melhor os conteúdos disponíveis na telinha. Além de ser visualmente mais bonito, também é possível uma exibição mais ampla, bem útil para tirar fotos com ele fechado, por exemplo.
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A tela interna também tem bordas bem discretas, e apenas um recorte para a câmera frontal. O vinco, nessa geração, está menos perceptível, mas o impacto real da mudança só deve ser percebida após alguns meses de uso. Quanto à construção, ele segue sem resistência avançada a poeira, com certificação IP48.
Isso quer dizer que ele até aguenta grãos maiores, mas partículas muito pequenas podem entrar na dobradiça. Então nada de usá-lo na praia, por exemplo (ou tome muito cuidado com a areia). Ele é resistente à água.
O Galaxy Z Flip 7 é equipado com o Exynos 2500, o chip mais avançado da Samsung. Na teoria, ele deveria competir com o Snapdragon 8 Elite— já que foi proposto para, inicialmente, equipar a linha Galaxy S25. No entanto, o desempenho dele não é tão satisfatório quanto o do processador da Qualcomm. Leia também: Cristal espaço-temporal precede nascimento de buracos negros, diz estudo
No dia-a-dia, ele aguenta bem as tarefas, executa apps com rapidez e lida bem com jogos, até mesmo os mais exigentes disponíveis para Android. Só notei um aquecimento rápido durante títulos como CoD Mobile.
No entanto, é importante destacar que, em testes de benchmark, ele fica muito atrás de celulares equipados com Snapdragon. No AnTuTu, ele atingiu uma marca de 1,6 milhão de pontos. Como comparação, o Galaxy S25 base e o Razr 60 ultra— seu principal concorrente— chegaram a 2 milhões.
Assim, apesar de ser um chip de bom desempenho, fica nítido que a performance ainda é inferior aos celulares com Snapdragon. Um dos pontos fracos do Z Flip 7 é o chipset, e o desempenho inferior ao concorrente deixa claro porque a Samsung deveria usar um chip Snapdragon em seus dobráveis— Bruno Bertonzin Usabilidade como dobrável É esperado de um dobrável em forma de concha que ele tenha uma boa usabilidade na tela externa, que permita rodar alguns apps de uma forma minimamente satisfatória, além de widgets e atalhos úteis.
E isso ele faz bem. É possível rodar qualquer app na tela externa. É claro que alguns são mais otimizados que outros, mas executar o app bem em uma tela pequena é responsabilidade maior dos desenvolvedores.
Alguns já permitem isso automaticamente, como o WhatsApp e o YouTube. Para a maioria, porém, é preciso instalar uma extensão do Good Lock. O processo é fácil, e o próprio celular recomenda isso na aba Labs, nas configurações. Mais de tecnologia
Então basta seguir as orientações na tela para configurar tudo com poucos toques. Mas é importante deixar clara, aqui, a superioridade do Motorola Razr 60 UItra, que faz isso de forma nativa para qualquer aplicação, sem uso de extensões. Mas a One UI tem alguns recursos interessantes, que podem “fidelizar” alguns usuários.
Um deles é a possibilidade de redimensionar o app na tela externa, para que ele possa cobrir todo o conteúdo, cortar a barra das câmeras ou ajustar o tamanho para uma exibição que mostre o conteúdo adaptado para o visor no formato vertical. Outra função interessante é deixar o celular entreaberto e usar a parte inferior como um touchpad, e a superior como display. Assim, dá para navegar no formato
“notebook”, como se a parte de baixo fosse um trackpad. Isso pode ser interessante em apps de edição, por exemplo. Nada disso é novo, entretanto, e já vinha de outras gerações do Flip. Leia também: Iluminação da cidade pode estar piorando sua alergia; entenda
Usabilidade do Z Flip como um celular dobrável é boa, com recursos interessantes, mas poderia ser melhor e permitir colocar qualquer app na tela externa de forma nativa, sem precisar baixar apps ou extensões adicionais.— Bruno Bertonzin Bateria deixa a desejar
A bateria é um ponto em que o Galaxy Z Flip 7 poderia ser melhor. Não que ele seja ruim, afinal está na média entre dobráveis. Mas, se for considerar a autonomia de um celular “comum”, ele pode não durar um dia inteiro.
No nosso teste de bateria padrão, ele consumiu cerca de 30% em um período de 6 horas. Essa é, exatamente, a mesma marca atingida pelo Flip 6 no ano passado. Além disso, fica 1% atrás do Motorola Razr 60 Ultra.
Neste cenário, estima-se que sua carga dure aproximadamente 20 horas. Não é uma marca tão ruim, mas comparado a celulares normais, que geralmente tem um consumo em uma média de 20%, ele deixa a sensação de que poderia ser melhor. Já o tempo de carregamento é padrão: o celular vai de 15% a 100% em 1h15 com carregador rápido— a mesma marca de todos os celulares topo de linha da Samsung.
Câmeras boas, mas nem tanto O conjunto fotográfico do Galaxy Z Flip 7 entrega resultados satisfatórios, mas não chega ao nível dos topos de linha da Samsung, como o Galaxy S25 e S25 Ultra. É uma limitação esperada, considerando que estamos falando de um dobrável mais compacto.
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