O vício da vez: como as bets ameaçam o bolso e a saúde dos brasileiros
Ler matéria →Canetas emagrecedoras: estudo alerta para maior risco de herpes-zóster após o uso Pesquisa revela que certas pessoas são mais propensas à reativação do vírus da catapora e a casos de herpes com o tratamento, mas há estratégias preventivas Calma! As canetas para o tratamento do diabetes e da obesidade continuam sendo consideradas seguras e eficazes. Mas uma análise sofisticada revelou um risco que poucos conheciam atrelado ao uso de Ozempic, Victoza e outros medicamentos análogos de GLP-1.
Em alguns pacientes, o tratamento pode elevar a probabilidade de sofrer com duas doenças virais, o herpes-zóster e o herpes simples. Cientistas de Taiwan investigaram dados de prontuários médicos de mais de 5 milhões de pessoas diagnosticadas com diabetes nos Estados Unidos entre 2015 e 2022. Eles recriaram, a partir desses dados e de modelos computacionais, os riscos a que estariam expostos pacientes em uso de canetas de GLP-1 ou outros medicamentos para controlar a glicemia, como inibidores de DPP-4 e inibidores de SGLT2, pareando características como idade, sexo, comorbidades etc.
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Assim puderam comparar milhares de usuários que usavam as canetas ante pessoas que recorriam às outras duas classes farmacológicas de uso oral. Pois bem: no duelo entre GLP-1 e inibidores de DPP4, quem utilizava semaglutida, liraglutida e afins teve um risco 39% maior de desenvolver herpes simples e 29% maior de ter herpes-zóster. Na disputa com os inibidores de SGLT-2, o aumento de risco foi de 28% para herpes simples e 18% para herpes-zóster. Leia também: Mini band ganha destaque após novo desdobramento em mini band: 10 exercícios
Ou seja: a análise matemática, amparada em dados populacionais, indica que o uso das canetas pode estar associado a uma maior propensão a desenvolver essas infecções. O herpes simples, que se manifesta nos lábios ou genitais, e o zóster, causado pela reativação do vírus da catapora e marcado por lesões dolorosas na pele, tendem a aparecer quando a imunidade sofre algum percalço. Motivo de preocupação?
“É preciso destacar que esses são riscos relativos, não absolutos. Quer dizer que, mesmo com o aumento percentual, a maioria dos pacientes que usam GLP-1 não vai sofrer com esses quadros virais em decorrência do tratamento”, analisa o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, da USP de Ribeirão Preto. “
Por outro lado, temos um sinal estatístico consistente para darmos a devida atenção clínica ao assunto”, prossegue o coordenador da 10ª edição do congresso Endodebate. Segundo Couri, dois públicos se mostraram particularmente vulneráveis às doenças: pessoas entre 18 e 50 anos e mulheres. Ainda será preciso investigar melhor as razões desses desfechos. Mais de saude
O fato é que especialmente pessoas com diabetes já correm maior risco de encarar herpes e herpes-zóster devido a desequilíbrios imunológicos. Mas existem outras hipóteses para justificar a relação com os análogos de GLP-1. Uma delas é que esses remédios que imitam hormônios podem se intrometer na resposta de certas células de defesa, brecando sua vigilância e atuação contra alguns patógenos.
Outras envolvem o estresse causado pela perda de peso rápida, bem como o déficit nutricional que pode acompanhar a redução no volume de refeições. De uma picada para a outra A boa notícia a quem convive com diabetes ou obesidade e se vale das canetas diárias ou semanais é que existem formas de prevenir os estragos impostos por essas infecções. Leia também: Morre João Signorelli ganha destaque após novo desdobramento em morre joão
Manter um estilo de vida saudável, com particular atenção à alimentação, ajuda a deixar a imunidade em dia, coibindo reativações virais como as do herpes simples. Para o herpes-zóster, cujas complicações são ainda piores e dolorosas, há uma ferramenta ainda mais eficaz: vacinas. Existem dois tipos disponíveis, hoje indicados a pessoas acima de 50 anos ou maiores de 18 anos com doenças crônicas como o diabetes.
Embora os imunizantes não sejam cobertos pelo SUS, podem ser um investimento para se precaver dos vírus que andam à solta ou escondidos no corpo, só à espera de uma bobeada para atacar.
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