Política: TSE combate fake news e AGU discute plataformas digitais; entenda
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João Pedro Pitombo
Salvador
Ex-prefeito do Recife e candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB) citou o apoio do presidente Lula (PT) como trunfo para sua campanha e buscou associar a governadora Raquel Lyra (PSD) ao campo político liderado nesta eleição pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A declaração foi dada nesta segunda-feira (3) no programa Frente a Frente, da Folha e do UOL. A entrevista com João Campos foi conduzida por Fábio Zanini, editor da coluna Painel, e por Daniela Lima, colunista do UOL.
Leia no AINotícia: Pesquisa BTG/Nexus: Lula e Flávio Bolsonaro empatam em cenário de 2º turno para
Na entrevista, Campos destacou o apoio que recebeu do presidente, celebrou a reedição da aliança entre PT e PSB e minimizou o apoio de parcela dos petistas à candidatura de Raquel Lyra. Ele disse ter o apoio de 86% dos diretórios do partido em Pernambuco.
"Temos uma aliança de propostas e projetos [com o presidente Lula]. O campo bolsonarista está na candidatura de oposição, são as mesmas pessoas que celebraram a perseguição que o presidente Lula sofreu. Isso é muito claro na cabeça das pessoas", afirmou. Leia também: Eleição presidencial de 2026 é a com mais chapas puro-sangue
Lyra não declarou apoio a nenhum presidenciável nas eleições deste ano, nem mesmo a Ronaldo Caiado, candidato do PSD.
Na sequência, Campos disse ser natural o crescimento da candidatura da governadora, antevendo uma disputa acirrada pelo governo: "A reeleição é uma das instituições mais poderosas do Brasil. É natural [o crescimento]. O estranho seria se o governo não reagisse minimamente."
Ele associou a governadora a práticas autoritárias, citando uma investigação da Polícia Federal que apura um suposto monitoramento indevido de agentes públicos municipais do Recife pela estrutura de inteligência da Polícia Civil de Pernambuco.
"Foi montada uma estrutura de ódio, de ataque de fake news. Um verdadeiro gabinete do ódio lastrado pelos apoiadores da governadora [.]. Foi uma prática da extrema direita, bolsonarista", declarou. Mais de politica
O ex-prefeito negou que faça parte de uma oligarquia, mesmo sendo filho do ex-governador Eduardo Campos (1965-2014) e bisneto do também ex-governador Miguel Arraes (1916-2005). Também minimizou o fato de ter outros parentes com cargos eletivos e afirmou que o seu grupo tem restrições por parte significativa da elite econômica de Pernambuco.
Campos, 32, é o atual presidente nacional do PSB. Engenheiro civil pela Universidade Federal de Pernambuco, foi eleito prefeito do Recife em 2020, aos 27 anos, reelegendo-se para o cargo no primeiro turno, em 2024, com 78,1% dos votos. Leia também: Com o fim das convenções, Lula e Flávio Bolsonaro definem palanques nos oito
Pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (31) mostrou disputa acirrada para o governo de Pernambuco. Raquel Lyra e João Campos estão tecnicamente empatados em uma eventual disputa de segundo turno pelo governo estadual.
Raquel aparece com 49% das intenções de voto, ante 45% de Campos, em cenário de empate técnico. Votos em branco, nulos ou em nenhum dos dois somam 4%, e 2% não souberam responder. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.
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