Por que existe o Dia Mundial do Mosquito — e o que isso tem a ver com o Nobel
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- Author, Pedro Martins
- Role, Da BBC News Brasil em Londres
- Published Há 1 hora
- Tempo de leitura: 7 min
Enquanto confusões dentro de aviões se multiplicam em vídeos compartilhados nas redes sociais, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) se prepara para implementar um sistema de punições a passageiros indisciplinados, que vai desde multas até a proibição de viajar em voos nacionais de qualquer companhia aérea.
A prática, conhecida em inglês como no-fly list, ou lista de proibição de voo, já é adotada em alguns países do exterior— nos Estados Unidos, por exemplo, está em vigor desde 2001, após os ataques às Torres Gêmeas, em Nova York.
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No Brasil, ela entra em vigor em 14 de setembro. Em entrevista à BBC News Brasil, o superintendente da Anac afirma que a medida atende a pedidos dos próprios passageiros e das empresas, diante do aumento dos conflitos no ar.
Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear)— que representa Latam, Gol e Azul —, foram registrados, em 2025, 1.764 casos de tumultos, brigas e depredações em aviões e aeroportos brasileiros, ante 1.059 em 2024, o que representa uma alta de 66,57% em um ano.
"Já tivemos de tudo, desde confusão entre passageiros até disparo acidental de arma e alarme falso de bomba na aeronave, provocado por um passageiro que queria pregar uma peça", relata Giovano Palma, superintendente da Anac. Leia também: Quem é Natalie Harp, assessora que se tornou presença constante ao lado de Trump
Palma explica que, nas circunstâncias atuais, uma simples briga que obrigue a aeronave a retornar ao aeroporto de origem não apenas causa transtorno para todos os passageiros daquele voo e do seguinte, que utilizaria o mesmo avião, como também obriga a companhia aérea a reacomodar em outra viagem até mesmo quem provocou o conflito.
"Além disso, as contramedidas que você consegue adotar são poucas, porque você está dentro de um avião, no ar. O risco para a operação é muito grande, então a gente buscou focar esses casos gravíssimos quando pensamos na lista de proibição de voo", acrescenta.
As sanções administrativas da Anac foram criadas principalmente para atos de indisciplina em voos domésticos regulares e em aeroportos brasileiros— inclusive nas áreas em aeroportos destinadas a passageiros de voos internacionais. Mas as regras não se aplicam a voos internacionais.

Crédito, Pablo Porciuncula/AFP via Getty Images
Entenda, a seguir, como funcionará a nova resolução da Anac e o que muda para os passageiros. Mais de mundo
1. O que pode gerar multa
Atos de indisciplina considerados graves vão gerar uma multa de R$ 17,5 mil ao passageiro. São eles:
- Violência física contra funcionários de companhias aéreas ou aeroportos;
- Violência física contra outro passageiro dentro do avião;
- Fumar a bordo;
- Danificar ou destruir intencionalmente bens da aeronave, quando isso afeta a operação;
- Ameaçar ou intimidar um membro da tripulação, de forma que afete a segurança do voo;
- Fazer falsa comunicação de bomba, explosivos ou armas dentro do avião.
2. O que pode gerar a suspensão de um passageiro
Atos de indisciplina considerados gravíssimos levarão o cliente à lista de proibição de voo. A sanção será aplicada pela companhia aérea em que ocorreu o conflito e compartilhada com as demais empresas, que serão obrigadas a barrar aquele passageiro também.
Isso impedirá o cliente de emitir passagens, fazer check-in e embarcar durante o período da suspensão, que varia de seis meses a um ano. Leia também: Investigação revela: 150+ lucraram com segredos das Forças Armadas dos EUA
Se o passageiro já tiver comprado uma passagem para o período, aliás, terá direito ao reembolso integral, que inclui as tarifas aeroportuárias.
Mas o cliente não receberá qualquer ressarcimento relacionado ao voo em que ocorreu o ato de indisciplina, o que se aplica no caso de conexões ou escalas e haja o impedimento de seguir a viagem.
O que pode levar à suspensão por 6 meses:
- Adulterar, danificar ou destruir um dispositivo de segurança do avião, mas sem impedir ou dificultar a operação;
- Agredir fisicamente um membro da tripulação, como comissários e pilotos, mas sem impedir ou dificultar a operação;
- Cometer violência ou atentado contra a dignidade sexual de tripulante ou passageiro, violando sua integridade física, psíquica ou liberdade sexual.
- Adulterar, danificar ou destruir dispositivo de segurança do avião e isso impedir ou dificultar a operação;
- Agredir fisicamente um membro da tripulação e, com isso, impedir ou dificultar a operação;
- Levar ou manusear explosivos ou armas dentro do avião, salvo exceções previstas em regulamentação;
- Entrar ou tentar entrar na cabine de comando sem autorização;
- Fazer qualquer tentativa ilegal de tomar o controle da aeronave.

Crédito, Ton Molina/NurPhoto via Getty Images
3. Como serão aplicadas a multa e a suspensão

4. Como o passageiro pode se defender

5. Como ficará a proteção de dados pessoais
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