Milei posta foto com Flávio Bolsonaro: 'Vem aí a maré azul para o Brasil'
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Crédito, EPA
- Author, Giulia Granchi
- Role, Enviada da BBC News Brasil a Houston (EUA)
- Published 29 junho 2026, 17:39 -03Atualizado Há 35 minutos
- Tempo de leitura: 6 min
"Muito mais difícil do que a gente esperava, mas é Copa do Mundo, fazer o quê? Vamos enfrentar os melhores", disseram torcedores na saída do estádio à BBC News Brasil.
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A frase resume bem a sensação que ficou no ar do NRG Stadium, em Houston, depois que o Brasil derrotou o Japão por 2 a 1 e garantiu uma vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026— mas longe da tranquilidade que o favoritismo histórico fazia crer.
Realmente, o jogo não começou como o esperado para a Seleção e teve um primeiro tempo inteiro de agonia para o torcedor brasileiro.
O time sofreu para encontrar seu jogo diante de um Japão muito organizado, que fechou bem os espaços, acelerou nos contra-ataques e castigou a equipe brasileira quando teve a chance. Leia também: Começa o jogo! Brasil entra em campo para partida decisiva contra Japão
O duelo começou equilibrado, com o Brasil dominando a posse de bola e criando as primeiras oportunidades, mas sem conseguir converter as chances em gol.
As estatísticas do primeiro tempo até favoreciam o Brasil— oito tentativas de finalização contra três do adversário —, mas de nada serviram diante da eficiência cirúrgica dos japoneses.
O sufoco brasileiro nasceu de uma falha da própria defesa. Aos 28 minutos, Danilo errou um passe pelo lado direito do campo, e Kaishu Sano aproveitou a sobra para conduzir a jogada, ajeitar o corpo e bater de fora da área, rasteiro, sem chances para Álisson.
A lição ficou clara: um simples deslize na saída de bola, em um lance que aparentava ser rotineiro, foi suficiente para o Japão mostrar sua eficiência.
Os japoneses não bombardearam o gol brasileiro durante a partida, mas souberam aproveitar a única brecha real que surgiu: converteram o erro defensivo em vantagem no placar e, dali em diante, recuaram as linhas para administrar o resultado. Mais de mundo
Esse desequilíbrio resumiu bem a primeira etapa: o Brasil com a posse, o Japão com o gol. A seleção foi para o intervalo atrás no placar mesmo tendo levado mais perigo ao ataque rival, um contraste que ajuda a explicar por que o duelo foi sentido como tão "duro" pelos torcedores que acompanhavam o jogo nas arquibancadas e nos corredores do estádio.
A reação na etapa final
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Após um primeiro tempo marcado por nervosismo, erros de passe— como o que resultou no gol japonês— e controle adversário, a equipe de Carlo Ancelotti conseguiu pressionar na etapa final e, principalmente, teve paciência para insistir até o fim.
O Japão foi eficiente defensivamente durante grande parte do jogo, acumulando oito bloqueios de defesa e 51 rebatidas, além de contar com duas defesas importantes do goleiro Zion Suzuki.
Mas o Brasil insistiu no jogo aéreo e na ocupação de espaços. Aos seis minutos da segunda etapa, Danilo cruzou da direita e Bruno Guimarães, de cabeça, exigiu grande defesa de Suzuki.
Aos oito, em nova bola alçada na área, Casemiro tentou escorar e o zagueiro Tomiyasu salvou em cima da linha. A insistência valeu a pena logo depois: Gabriel Magalhães recebeu de Vinícius Júnior pela esquerda, cruzou na medida, e Casemiro, subindo mais que o marcador Keito Nakamura, cabeceou para empatar a partida.
O gol equilibrou o jogo no placar, mas também— e talvez principalmente— no aspecto emocional: animou o Brasil e assustou o Japão, que até então parecia confortável administrando a vantagem.

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O desafio de Ancelotti

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