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Brasil é o maior perdedor das tarifas adicionais de Trump, diz Financial Times

Crédito, SAMUEL CORUM/POOL/EPA/Shutterstock Published Há 34 minutos Tempo de leitura: 4 min O Brasil é o país mais prejudicado pela reformulação da política tarifária

Brasil é o maior perdedor das tarifas adicionais de Trump, diz Financial Times
Donald Trump discursando em um evento, vestindo terno e gravata azuis

Crédito, SAMUEL CORUM/POOL/EPA/Shutterstock

Published Há 34 minutos
Tempo de leitura: 4 min

O Brasil é o país mais prejudicado pela reformulação da política tarifária dos Estados Unidos, segundo análise do Financial Times.

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"De longe, o maior perdedor é o Brasil", afirma reportagem do jornal britânico, publicada nesta sexta-feira (24/7). A publicação destaca ainda que o país já havia sido alvo de tarifas impostas por Donald Trump no início deste mês.

Na quinta-feira (23/7), os Estados Unidos anunciaram uma nova tarifa de 12,5% sobre as exportações brasileiras, sob a alegação de que o país falhou em combater adequadamente o trabalho forçado.

Além do Brasil, outros 59 parceiros comerciais dos EUA são afetados pela medida, com taxas que variam de 10% a 12,5% e entram em vigor nesta sexta-feira (24/7). Leia também: A invasão de vídeos feitos com IA para 'hipnotizar' crianças no YouTube: 'Pode

A nova tarifa de 12,5% aplicada ao Brasil se soma à taxa adicional de 25% anunciada por Trump neste mês. As duas medidas têm origem em investigações diferentes e, juntas, podem elevar a carga tarifária sobre determinados produtos brasileiros para até 37,5%, excluídas as exceções previstas pelo governo americano.

Em nota, o governo brasileiro classificou a ação como "arbitrária" e "injustificada" e afirmou que o governo americano "optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais."

Em coletiva de imprensa na noite de quinta-feira, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que cerca de 2 mil produtos exportados pelo Brasil para os Estados Unidos não estarão sujeitos a nenhuma das duas tarifas, mas que muitos setores serão atingidos pela dupla taxação.

Segundo levantamento da organização independente Global Trade Alert, reproduzido pelo Financial Times, a tarifa efetiva aplicada às exportações brasileiras para o mercado americano sobe agora de 11% para 17,7%, tornando o Brasil, de longe, o maior perdedor entre os parceiros comerciais atingidos pelas novas medidas.

A tarifa efetiva representa a média da carga tarifária incidente sobre o conjunto das exportações brasileiras aos EUA. A alíquota nominal máxima de até 37,5% pode atingir produtos específicos sujeitos às duas medidas. Mais de mundo

Enquanto diversos países europeus tiveram redução nas tarifas, diz o Financial Times, o Brasil foi alvo de sobretaxas adicionais anunciadas por Trump, o que ampliou sua desvantagem competitiva no comércio com os Estados Unidos.

Reprodução de artigo no site do Financial Times

Crédito, Reprodução/Financial Times

No texto, o jornal afirma que França, Reino Unido, Alemanha e Espanha passaram a enfrentar tarifas efetivas menores, enquanto Bélgica, Espanha e Itália estão entre os países que mais se beneficiam das mudanças.

Segundo o jornal britânico, essa vantagem decorre da composição das exportações europeias para os Estados Unidos e pelo fato de terem se beneficiado das diversas isenções concedidas a produtos como diamantes, cortiça e ferro-gusa.

Pelas novas regras, a tarifa de 10% aplicada à União Europeia também deixará de ser cumulativa com outras tarifas, como ocorria no regime provisório, conferindo ao bloco de 27 países uma vantagem relativa.

Além do Brasil, outros países da América Latina, como Chile e Colômbia, também registraram aumento das tarifas, assim como China, Vietnã e Indonésia. Ainda assim, de acordo com a reportagem, nenhum deles foi tão afetado quanto o Brasil.

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