No último final de semana, a SAF do Botafogo comunicou que entrou com ações na Justiça para cobrar dívidas do Lyon, da França, que faz parte da rede multiclubes do grupo Eagle Football Holdings. A ESPN teve acesso aos dois processos, nos quais o Glorioso pede R$ 137.899.307,00 e R$ 573.164.147,10. Somadas, as causas chegam a mais de R$ 711 milhões.
Em uma das ações, o time carioca informa ainda à Justiça que contraiu um empréstimo de R$ 323.421.255,00 no banco brasileiro XP para financiar operações financeiras do Lyon, que passava por dificuldades econômicas e chegou inclusive a ter o rebaixamento decretado pela DNCG, a entidade que regula o fair play financeiro no Campeonato Francês. O dinheiro, em seguida, entrou no sistema de caixa único da Eagle, que usou a quantia para reverter a situação e "salvar" o time da degola, o que foi formalizado em julho de 2025. " Leia também: A 'Sul-Americana mais Libertadores' da história: favoritos e o que esperar da competição com 21 títulos da Glória Eterna

O Grupo Eagle mantinha um sistema de caixa-única (cash pooling) que nutria todos os clubes integrantes de sua rede. [...] Esse formato, naturalmente, visava a beneficiar todos os clubes integrantes do Grupo Eagle.
Era um modelo colaborativo e integrado, assim como se dava em relação às transferências (de forma definitiva ou via empréstimo) de jogadores. Era uma via de mão dupla, justamente em decorrência da constante transferência de jogadores entre os clubes", escreveram os advogados da SAF. De acordo com os processos, o time da Ligue 1 se comprometeu não só a pagar o empréstimo como também os juros da operação, no valor de 7.673.040 euros (R$ 45,83 milhões, na cotação atual).

No entanto, o Botafogo afirma que nunca viu a cor do dinheiro. " Até o momento, contudo, embora sem qualquer justificativa plausível, o Lyon não honrou com o compromisso assumido [...], beneficiou-se exclusivamente do empréstimo contraído pela SAF Botafogo e não arcou com os valores devidos a título de juros", escreveram os representantes da equipe do Rio de Janeiro. Mais de esporte
Nas ações, a SAF botafoguense pede que o Lyon seja citado no endereço de sua subsidiária no Brasil, a OL BRASIL LTDA. (que fica na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro), e que a Justiça dê à equipe europeia três dias úteis para quitar suas pendências com o Glorioso. A primeira ação, que foi protocolada em 3 de abril, cobra R$ 137.899.307,00. Leia também: Diniz diz que quase assumiu Corinthians 'quatro ou cinco vezes' e festeja acerto agora: 'Mais preparado para o desafio'

Já a segunda, formalizada no dia seguinte, tem o valor de R$ 573.164.147,10. Vale lembrar que John Textor, controlador da SAF alvinegra, já não tem mais poder de comando no Lyon, que foi assumido pela empresária sul-coreana Michele Kang. À época dos empréstimos e das operações relatadasa acima, porém, o magnata norte-americano ainda era o presidente dos franceses.
Textor, por sua vez, trava sua própria "luta pessoal" na Justiça contra a Eagle, cujo controle foi recentemente assumido por uma consultoria inglesa. Próximos jogos do Botafogo Caracas-VEN (C) - 09/04, 19h (de Brasília) - Sul-Americana - Transmissão do plano premium do Disney+ Coritiba (C) - 12/04, 16h (de Brasília) - Brasileirão Racing-ARG (F) - 15/04, 19h (de Brasília) - Sul-Americana