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Bolsonaro se sente mal e Michelle cancela participação em evento de aliada

Carolina Linhares Augusto Tenório Brasília A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ( PL ) afirmou esperar que a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja

Bolsonaro se sente mal e Michelle cancela participação em evento de aliada
Carolina Linhares Augusto Tenório
Brasília

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou esperar que a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja mantida após o prazo de 90 dias concedido pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, que termina no fim deste mês.

Ela disse ainda que sua prioridade é a saúde de Bolsonaro e que vai ajudar a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) "no momento certo".

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"No momento certo, com certeza. Agora quem está precisando de apoio, de cuidados, é o meu marido", respondeu ao ser questionada, nesta terça-feira (9), sobre auxiliar na campanha do senador.

Flávio e Michelle não têm uma relação próxima e já tiveram atritos no passado —além disso, a ex-primeira-dama é vista no PL como uma potencial presidenciável, apesar da escolha de Bolsonaro pelo filho.

Michelle participou do lançamento da pré-candidatura a deputado federal de Thiago Manzoni (PL), hoje deputado distrital e bispo da igreja IDE Brasília. Em um discurso breve, a ex-primeira-dama elogiou o aliado, de quem é próxima, e enviou saudações de Bolsonaro. Leia também: PT pede que STF e PF investiguem se houve 'caixa 2' para campanha de Flávio

Ela voltou a ignorar Flávio em sua fala, assim como fez no evento de lançamento de outra aliada, Maria Amélia (PL), no mês passado. Na ocasião, ela chamou Moraes de irmão em Cristo e criticou a aliança entre o PL e Ciro Gomes (PSDB) no Ceará. Desta vez, manteve um discurso protocolar.

No palco, Michelle ouviu a também aliada Celina Leão (PP), governadora do Distrito Federal, dizer que a primeira-dama poderia concorrer ao Planalto. "Michelle, você poderia alçar voos altíssimos, como presidente do Brasil, você sabe, mas no DF uma cadeira de Senado será sua", disse.

Ao falar com jornalistas ao deixar o local, a ex-primeira-dama disse ainda que não pretende se reunir novamente com Moraes para pedir a prorrogação da prisão domiciliar de Bolsonaro. Ela afirmou não saber se a medida será mantida. "Vou esperar os advogados", respondeu.

"Espero que Deus toque no coração do ministro e que ele [Bolsonaro] fique em casa, porque ele precisa ser cuidado. Lá tem alimentação, estou cuidando dele direitinho, ele está bem. Tirando a medicação, porque oscila muito", disse ela.

"Tem dia que ele amanhece bem, no início da tarde já tem uma crise de soluço, já dá uma baqueada e assim sucessivamente. Ontem mesmo ele passou mal, foi um dia mais intenso", completou. Mais de politica

Segundo Michelle, Bolsonaro teve crises de soluço nos últimos dias, como mostrou a Folha.

Ela foi questionada ainda a respeito da sua pré-candidatura ao Senado pelo Distrito Federal e disse que somente a melhora da saúde de Bolsonaro poderia fazer com que ela confirmasse que irá concorrer. "Se eu tiver que ficar em casa cuidando dele, eu vou ficar", disse.

Michelle acrescentou, contudo, que a vontade do ex-presidente é que ela dispute a eleição. Leia também: TCU aprova contas de 2025 de Lula com ressalvas; estatais e PPSA sob escrutínio

"A prioridade é a minha casa, a minha família, o meu marido. Eu não posso, eu não tenho como pensar no amanhã se hoje eu tenho que estar firme e forte para poder cuidar dele. Ele quer muito, é um desejo do coração dele. Eu acho que é natural, pelo nosso trabalho, pelo Brasil, a gente influenciar, incentivar as mulheres de bem a estarem na política. Esse é o meu papel", afirmou.

Ela disse ainda que já deu sua contribuição, como presidente do PL Mulher, estruturando a entidade em todos os estados para que mais mulheres disputem a eleição.

Também participou do evento a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), que deve disputar o Senado pelo DF, ao lado de Michelle —neste ano, cada unidade da federação elege dois senadores. Manzoni afirmou que Bia, Michelle e Celina são o time da direita no DF.

O deputado distrital deu assistência religiosa a Bolsonaro durante a passagem do ex-presidente pela Papudinha neste ano. Michelle afirmou que Manzoni "esteve com sua família nos momentos mais difíceis".

Michelle contou que Bolsonaro se refere a Manzoni como Nayib Bukele, presidente de El Salvador, devido à semelhança física. Inspiração da extrema direita brasileira, Bukele governa há quatro anos com um estado de exceção que derrubou o índice de homicídios, ao custo de transformar o país no que mais prende no mundo. "Temos que bukelizar o DF e o Brasil", disse o deputado.

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