Transtorno afetivo sazonal ganha destaque após novo desdobramento em transtorno
Ler matéria →Barriga estufada e arrotos frequentes? Pode ser ansiedade, não problema na digestão Arrotos em excesso podem ser um sinal do impacto da ansiedade e da vida acelerada no corpo Sensação constante de barriga cheia, estômago estufado, excesso de gases e arrotos frequentes.
Para muita gente, esses sintomas logo são associados à gastrite, refluxo ou intolerância alimentar. Mas existe uma condição extremamente comum, ainda pouco conhecida e cada vez mais observada nos consultórios: a aerofagia. O nome significa literalmente “engolir ar”.
Leia no AINotícia: Saúde: Panorama de Notícias sobre Bem-Estar e Cuidados
Embora pareça algo simples, o problema pode provocar desconforto intenso e impactar significativamente a qualidade de vida. E o mais curioso é que, em muitos casos, a origem não está apenas no aparelho digestivo, mas na forma como vivemos hoje. A rotina acelerada, o excesso de estímulos, a ansiedade constante e até o hábito de fazer refeições olhando o celular ou trabalhando acabam alterando a mastigação e a respiração sem que a pessoa perceba.
Hoje, muita gente come rápido, fala enquanto mastiga, respira de forma superficial e permanece em estado contínuo de tensão. O corpo responde a isso. E o sistema digestivo costuma ser um dos primeiros a manifestar sinais. Leia também: Metin Akdülger ganha destaque após novo desdobramento em - o ator metin
A medicina mudou a forma de entender o problema Durante muitos anos, pacientes com excesso de arrotos e distensão abdominal eram tratados quase exclusivamente como portadores de refluxo, gastrite ou excesso de gases. Nos últimos anos, porém, estudos passaram a mostrar que muitos desses quadros estão ligados aos chamados distúrbios da interação intestino-cérebro.
Isso significa que fatores emocionais, padrões respiratórios inadequados e comportamentos involuntários têm participação direta nos sintomas digestivos. Uma revisão recente publicada no periódico Clinical Gastroenterology and Hepatology mostrou que muitos pacientes desenvolvem um padrão repetitivo de ingestão de ar relacionado à ansiedade, hipervigilância corporal e alterações respiratórias. Existe inclusive uma condição chamada arroto supragástrico.
Nesse caso, o ar não vem do estômago. O paciente acaba “sugando” rapidamente o ar para o esôfago e expulsando logo em seguida, num movimento quase involuntário que pode se repetir dezenas ou até centenas de vezes ao longo do dia. Exames modernos, como a impedanciometria esofágica e a manometria de alta resolução, hoje conseguem identificar exatamente esse mecanismo.
Barriga estufada virou uma das maiores queixas dos consultórios A distensão abdominal se tornou uma das reclamações gastrointestinais mais frequentes da atualidade. Estudos internacionais mostram que entre 10% e 30% da população relata sintomas frequentes de estufamento, gases ou desconforto abdominal. Mais de saude
Em muitos pacientes, porém, os exames tradicionais aparecem normais, o que aumenta a frustração e a sensação de que “ninguém descobre o que eu tenho”. O problema é que nem sempre o excesso de ar está relacionado à produção de gases pelo intestino. Muitas vezes, ele é literalmente ingerido ao longo do dia.
Entre os principais gatilhos estão:- Tabagismo; Pacientes bariátricos também vêm chamando atenção em estudos recentes. Pesquisas mostram aumento de sintomas de aerofagia e arrotos excessivos principalmente após cirurgias do tipo sleeve gástrico. Leia também: Pets conectados ganha destaque após novo desdobramento em pets conectados
O tratamento vai muito além dos remédios Um dos pontos mais importantes é entender que nem sempre a solução está em mais medicamentos. Em muitos casos, os melhores resultados aparecem justamente quando o tratamento inclui mudanças comportamentais.
Comer mais devagar, mastigar adequadamente, reduzir bebidas gaseificadas e melhorar o padrão respiratório podem trazer melhora significativa. A respiração diafragmática, por exemplo, vem sendo cada vez mais estudada e já apresenta bons resultados em pacientes com arrotos excessivos e distensão abdominal funcional. Dependendo da intensidade dos sintomas, o tratamento pode envolver uma abordagem multidisciplinar com clínico geral, gastroenterologista, psicólogo, fonoaudiólogo e fisioterapeuta respiratório.
O mais importante é que sintomas persistentes não sejam banalizados. Nem toda barriga estufada é apenas “má digestão”. Em muitos casos, o corpo está simplesmente manifestando, através do sistema digestivo, o impacto silencioso da ansiedade e da velocidade da vida moderna.
*Alfredo Salim Helito, médico, Clínica Médica, membro do corpo clínico e da retaguarda do pronto atendimento do Hospital Sírio-Libanês, Head Nacional de Clínica Médica da Brazil Health. (Este texto foi produzido em uma parceria exclusiva entre VEJA SAÚDE e Brazil Health)
Leia também no AINotícia
- Transtorno afetivo sazonal ganha destaque após novo desdobramento em transtornoSaude · 3h atrás
- Além do iogurte ganha destaque após novo desdobramento em além do iogurteSaude · 4h atrás
- Saúde: Panorama de Notícias sobre Bem-Estar e CuidadosSaude · 7h atrás
- Conexão ganha destaque após novo desdobramento em conexão: você confiaSaude · 8h atrás


