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Azeite extravirgem San Paolo é retirado das prateleiras por mistura irregular

Azeite extravirgem San Paolo é retirado das prateleiras por mistura irregular Ministério da Agricultura mandou retirar produto do mercado após identificar mistura de

Azeite extravirgem San Paolo é retirado das prateleiras por mistura irregular

Azeite extravirgem San Paolo é retirado das prateleiras por mistura irregular Ministério da Agricultura mandou retirar produto do mercado após identificar mistura de óleos na fórmula; entenda se há perigo para a saúde

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou, nesta terça-feira, 26, um alerta de “risco ao consumidor” relacionado a um lote de azeite de oliva extravirgem, considerado impróprio para consumo humano. O produto é da marca San Paolo, lote 260289. Segundo a pasta, foi confirmada a presença de mistura de outros óleos vegetais na composição do alimento, o que é caracterizado como fraude.

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Com base em testes laboratoriais, a fiscalização determinou o recolhimento imediato do lote irregular. As amostras foram analisadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Goiás. Durante as apurações, o Mapa também identificou irregularidades da própria empresa responsável pela importação e comercialização do produto.

De acordo com o ministério, o endereço e o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) informados nos rótulos e nos documentos fiscais da instituição não foram localizados ou confirmados. Ainda segundo a pasta, a empresa foi notificada, mas não apresentou manifestação dentro do prazo estabelecido e será autuada administrativamente. Por isso, o Ministério orienta os consumidores a interromperem imediatamente o uso do produto e solicitarem a substituição, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor. Leia também: Medo de se olhar no espelho? Entenda o transtorno dismórfico corporal

Por que se adultera azeite? Embora o azeite, em geral, seja apontado como um aliado da saúde, a sua forma extravirgem é considerada o suprassumo quando o assunto são benefícios ao corpo. Para que um produto receba esse título, é necessário que ele tenha sido extraído da azeitona por meio de processos 100% mecânicos, sem qualquer adição de produtos químicos e no melhor momento de sua maturação.

Há ainda um limite máximo de acidez, que é de 0,8% (o que pode ser conferido no rótulo). Seu maior nível de pureza garante ainda mais gorduras monoinsaturadas (como o ácido oleico), que ajudam a reduzir o colesterol “ruim” (LDL), e compostos antioxidantes, que combatem os radicais livres, moléculas que favorecem o envelhecimento precoce e o risco de doenças crônicas. Adquirir esse fruto, porém, não é tão simples.

Cultivar oliveiras exige muito tempo e trabalho manual. Por isso, o seu valor pode ser alto, especialmente em épocas de poucas safras. Graças aos valores salgados, muitas táticas são utilizadas para vender um “azeite de oliva” (especialmente o “extravirgem”) com menor custo.

Uma das mais comuns é, justamente, misturar algum outro óleo vegetal mais barato (como o óleo de soja ou de canola) a aromatizantes para fingir que se trata de um produto feito de oliva. Quais os riscos do azeite adulterado? De maneira geral, o consumo de outros óleos não representa, necessariamente, um perigo direto para a saúde, embora seja fruto de má-fé.

Mas há alguns riscos importantes: Primeiro, nenhum óleo vegetal é considerado tão saudável quanto o azeite de oliva. Assim, os problemas já começam ao obter menos benefícios por consumir um produto de menor qualidade. Mais de saude

No entanto, o que realmente desperta o alerta das autoridades é que, no caso de um azeite adulterado, não há como garantir a procedência e segurança dos ingredientes. É possível que o óleo utilizado não seja comestível ou que os aromatizantes e corantes usados para enganar o consumidor sejam de baixa qualidade e não autorizados para a alimentação humana. Ao ingerir esse tipo de produto, diversos problemas de saúde podem aparecer, com os mais comuns levando a sintomas gastrointestinais, entre eles:

- Dor no estômago - Diarreia - Náusea - Vômitos - Intoxicação Os sintomas e riscos podem variar muito dependendo dos compostos utilizados na adulteração. Por isso, sempre busque ajuda médica se você tiver qualquer sintoma desse tipo ou ingerir algum produto que teve lotes retirados do mercado. Leia também: Super El Niño vai acontecer? Saiba consequências e riscos para a saúde

Como identificar um azeite adulterado? A diferença pode não ser tão óbvia à primeira vista, então a recomendação é agir com bom senso desde o momento da compra. O primeiro passo é se lembrar dos ditados populares: quando a esmola é demais, o santo desconfia.

No contexto econômico atual, um azeite com preço muito baixo tem grandes chances de não ser puro. Mesmo que o fabricante não esteja usando produtos ilícitos, é uma boa ideia conferir no rótulo para ver se a proporção de outros óleos vegetais não é muito maior do que a daquele vindo da oliva. Fique atento à descrição: o mais saudável é o azeite de oliva extravirgem, mas há produtos de embalagem muito similares que são denominados óleos compostos.

Se você já comprou o produto e está desconfiado, o aroma e o sabor são as maneiras mais evidentes de identificar que algo está errado. Quanto menos puro o azeite, mais “fraco” ou neutro será seu cheiro. Quanto ao gosto, é a mesma coisa: você sentirá cada vez menos o gosto típico da oliva.

Outra dica é ter atenção se ele remete a um óleo mais pesado do que o habitual, deixando uma sensação rançosa na boca ou desconforto no estômago.

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