87% dos deputados federais pretendem disputar reeleição, patamar recorde
Ler matéria →Às vésperas do prazo para oficialização dos nomes que disputarão a Presidência em outubro, o pré-candidato Augusto Cury (Avante) tenta concretizar uma aliança com o DC (Democracia Cristã), pela qual ele seria o cabeça de chapa, tendo como vice o ex-ministro Aldo Rebelo. No começo do ano, Aldo foi anunciado como pré-candidato pelo DC. Não decolou nas pesquisas (de início oscilou entre 2% e 1%, depois menos), e rompeu com o presidente do partido, João Caldas, que anunciou sua expulsão –o ex-ministro foi à Justiça e conseguiu se manter temporariamente na legenda, que está rachada.
O DC anunciou então o nome de Joaquim Barbosa como seu possível pré-candidato. O ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) se filiou ao partido, mas também figurava na rabeira das pesquisas, e logo o plano fez água –o próprio Barbosa anunciou neste mês que não será candidato. Na última sexta (24), o DC divulgou a advogada mato-grossense Clariana Barão como sua candidata.
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Avante e DC farão convenções nos próximos dias para oficializar suas chapas. Até lá, Cury –que teve 2% das intenções de voto na última pesquisa Datafolha– acredita que consegue encerrar a guerra entre Aldo e Caldas e pôr de pé a aliança. " Leia também: 87% dos deputados federais pretendem disputar reeleição, patamar recorde
Tenho conversado com os dois, para pacificar a situação, para que possa haver um ambiente de cordialidade para a possível dobradinha. João Caldas diminuiu a animosidade, o clima está melhor. Sou especialista na área de solução pacífica de conflitos, acredito que vamos resolver essa equação", disse Cury.
Aldo confirma as conversas e não descarta a possibilidade. " Em política, nós temos que considerar várias hipóteses e escolher a viável e a melhor.
Nem sempre a melhor é viável e nem sempre a viável é a melhor. Isso é que é o problema", afirmou. João Caldas disse que Aldo "é página virada no partido", mas ficou de voltar a conversar com Cury sobre o assunto ainda nesta segunda (27). Mais de politica
Médico e autor que vendeu milhões de livros de autoajuda, o pré-candidato pelo Avante disse que há tempos mantém conversas com Aldo "sobre um Brasil voltado a projetos e sem ataques pessoais". Insistirá numa composição com o ex-comunista, ex-presidente da Câmara e ex-ministro dos governos Lula e Dilma. Se a articulação não vingar, Aldo estuda ao menos outras duas possibilidades:
ser candidato a deputado federal pelo próprio DC ou participar da campanha de Ronaldo Caiado (PSD), em cujo palanque subiu durante a convenção que lançou o ex-governador de Goiás como candidato, no domingo (26). Caso Augusto Cury não tenha êxito, ele diz que seu partido também flerta com o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade) para um possível vice. " Leia também: A real ou fictícia importância do vice
O Luis Tibé [presidente do Avante] ficou de conversar com ele, de quem também gosto muito. Sei que ele leu todos os meus livros. " Cury informou que tentará conversar com economistas como Marcos Lisboa, Mansueto Almeida, Ilan Goldfajn e Edmar Bacha para formular seu programa de governo, e que quer atrair o presidente da Fiesp, Paulo Skaf ("está no meu radar conversar com ele e convidá-lo para o Ministério da Indústria e Comércio").
Também disse que, caso eleito, provocaria o Congresso para mudar o regime para semipresidencialista, e seu favorito para primeiro-ministro seria o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição. Comentários
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