← Economia
Economia

AtlasIntel: Quase 9 em cada 10 brasileiros veem influência das redes na eleição

Aplicativos Instagram, TikTok, Snapchat, YouTube, Facebook, Twitch e Reddit são exibidos em um celular antes da entrada em vigor de uma nova lei que proíbe redes sociais

AtlasIntel: Quase 9 em cada 10 brasileiros veem influência das redes na eleição
Aplicativos Instagram, TikTok, Snapchat, YouTube, Facebook, Twitch e Reddit são exibidos em um celular antes da entrada em vigor de uma nova lei que proíbe redes sociais para usuários com menos de 16 anos na Austrália, nesta ilustração feita em 9 de dezembro de 2025. REUTERS/Hollie Adams
Aplicativos Instagram, TikTok, Snapchat, YouTube, Facebook, Twitch e Reddit são exibidos em um celular antes da entrada em vigor de uma nova lei que proíbe redes sociais para usuários com menos de 16 anos na Austrália, nesta ilustração feita em 9 de dezembro de 2025. REUTERS/Hollie Adams

Os influenciadores digitais são vistos pela ampla maioria dos brasileiros como atores relevantes na disputa eleitoral de 2026. Levantamento da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgado nesta quinta-feira (6), indica que 88,3% dos entrevistados acreditam que esse grupo exercerá algum grau de influência sobre o voto dos eleitores.

Apesar dessa percepção, a pesquisa aponta um contraste. Quando perguntados sobre a própria experiência, a maior parte dos entrevistados afirma nunca ter alterado suas opiniões políticas em razão de conteúdos produzidos por influenciadores.

Leia no AINotícia: Como agendar perícia médica no INSS pelo site Meu INSS

Entenda melhor: Terras raras: o que são, para que servem e qual a importância estratégica desses materiais Leia também: Especialistas da ONU pedem medidas para evitar “Gaza silenciosa” em Cuba

Baixe agora!

Segundo o levantamento, 44,6% avaliam que os criadores de conteúdo terão “alguma influência” sobre o resultado das eleições, enquanto 26,8% acreditam que esse impacto será “muito grande”. Outros 9,1% enxergam uma influência pequena. Apenas 9,1% disseram que os influenciadores não terão qualquer efeito sobre a escolha dos eleitores.

Experiência pessoal

O estudo também procurou medir se esse impacto já ocorreu na prática. A maioria dos entrevistados, 72,3%, respondeu que nunca mudou de opinião sobre um tema político por causa de conteúdos publicados por influenciadores digitais.

Em contrapartida, 15,2% afirmaram ter revisto suas posições mais de uma vez após consumir esse tipo de conteúdo. Outros 13% disseram ter mudado de opinião ao menos uma vez. Mais de economia

O resultado sugere uma diferença entre a percepção sobre o comportamento do eleitorado em geral e a avaliação que cada entrevistado faz da própria decisão política.

Espaço na campanha

O levantamento é divulgado às vésperas do início oficial da campanha eleitoral, período em que candidatos tendem a ampliar investimentos em plataformas digitais e parcerias com criadores de conteúdo. Leia também: Papa visitará a América Latina em novembro; veja por quais países ele vai passar

Nas eleições de 2026, as redes sociais devem voltar a ocupar papel central na comunicação das campanhas, seja por meio de perfis oficiais, influenciadores alinhados a candidatos ou conteúdos compartilhados pelos próprios eleitores.

A AtlasIntel ouviu 5.021 pessoas entre os dias 22 e 27 de julho em todo o país. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08602/2026 e foi custeado com recursos próprios da AtlasIntel, ao custo de R$ 80 mil.

Tópicos relacionados

  • Política
  • AtlasIntel
  • Eleições 2026
  • Redes Sociais
Autor avatar
Marina Verenicz
Especialistas da ONU pedem medidas para evitar “Gaza silenciosa” em Cuba
Economia

Especialistas da ONU pedem medidas para evitar “Gaza silenciosa” em Cuba

Ler matéria →

Leia também