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Asfalto que cedeu em Belém foi feito por empresa de deputado investigado

Gabriela Echenique Brasília O asfalto da Avenida Liberdade, em Belém , que cedeu neste final de semana foi feito por um consórcio de empresas que incluiu a JAC

Asfalto que cedeu em Belém foi feito por empresa de deputado investigado de
Gabriela Echenique
Brasília

O asfalto da Avenida Liberdade, em Belém, que cedeu neste final de semana foi feito por um consórcio de empresas que incluiu a JAC Engenharia, que tem como sócia a mulher do deputado federal Antônio Doido (MDB-PA).

Os dois foram alvos de operação da PF (Polícia Federal) que apura corrupção e lavagem de dinheiro.

Leia no AINotícia: Americanas: PF avança na Operação Disclosure e Justiça bloqueia R$ 54 bilhões

A suspeita é que eles usavam as empresas para desviar recursos públicos. A atuação, segundo os investigadores, se dava por meio de fraudes em licitações do governo estadual com saques de valores em espécie para financiar campanhas eleitorais. Leia também: Vice na chapa de Eduardo Paes e aliado são alvos de investigação da PF

O contrato para fazer a obra da Avenida Liberdade foi assinado em junho de 2024. A ideia era entregar para a COP 30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas) que aconteceu na capital paraense em 2025.

A obra só foi concluída em abril deste ano. A Avenida custou R$ 410 milhões aos cofres públicos.

A construção da via foi alvo de críticas de ambientalistas, que denunciaram danos socioambientais. Ribeirinhos relatam destruição dos meios de subsistência.

Em dezembro do ano passado, o deputado e a mulher dele foram alvos de uma operação da PF. Na época, dois celulares foram jogados da janela do apartamento do parlamentar. Mais de politica

"Durante o monitoramento e inspeções preventivas na Avenida Liberdade, foi identificada a necessidade de correções em um trecho de aproximadamente 150 metros", disse a Secretaria de Infraestrutura e Logística (Seinfra). Leia também: Feminicídios caem em maio em SP, mas acumulado do ano segue em alta

A secretaria ainda disse que os custos das intervenções serão bancados pelas empresas, sem ônus para o estado.

A coluna procurou o deputado Antônio Doido, mas não conseguiu contato.

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