Defensoria Pública usará sistema que evita manipulação de decisões judiciais
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Douglas Gavras
Buenos Aires
Ao discursar em um evento para a comunidade judaica em Buenos Aires na noite deste domingo (28), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que os brasileiros sentem "inveja" de seus vizinhos na América Latina, que nas últimas eleições têm escolhido representantes da direita.
"Nós, brasileiros, olhamos para esse mapa [da América Latina] hoje com um pouco de inveja. Porque enquanto nossos vizinhos, um a um, escolhem a liberdade e a ordem, o Brasil ainda está preso ao passado. Somos a peça que falta nesse mapa. E estou aqui para dizer, sem rodeios: em outubro, isso muda", disse Flávio, em um salão de eventos de um hotel de luxo na capital argentina.
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O opositor chegou ao país para participar de uma conferência para fortalecer as relações da região com Israel. O evento, que dura três dias, é organizado pela Fundação Aliados de Israel, junto com a organização Amigos Americanos dos Acordos de Isaac. Leia também: Mulher vota muito mal, diz bolsonarista Paulo Figueiredo ao atacar Michelle
Além de Flávio Bolsonaro, cerca de 20 políticos de diferentes países estarão presentes. Nesta segunda-feira (29), o senador deve se encontrar com o presidente argentino, Javier Milei, na residência oficial da presidência, a Quinta de Olivos.
Na noite deste domingo, o político brasileiro fez um novo aceno à comunidade judaica, prometendo, caso eleito, transferir a embaixada do Brasil em Israel para Jerusalém, algo que Jair Bolsonaro havia prometido fazer. "Hoje, na prática, não existe uma relação diplomática plena entre o Brasil e Israel. O Brasil está sem embaixador em Israel desde 2024.".
Em seu discurso, ele também disse ter acompanhado com "profunda admiração" o encontro do Escudo das Américas, iniciativa do governo Trump e de governos da América Latina para combate ao crime organizado na região.
Em maio, os Estados Unidos decidiram classificar o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas. Segundo Flávio, enquanto os países vizinhos se uniam para combater o crime, o governo brasileiro "se mobilizou, no mais alto nível, para pedir aos Estados Unidos que não designassem as duas maiores facções brasileiras organizações terroristas". Mais de politica
O evento em Buenos Aires termina na terça-feira (30). À imprensa, o embaixador argentino em Israel, Axel Wahnish, afirmou que a Argentina deve ser a força que une países da região para lutar contra o terrorismo e o antissemitismo. Leia também: DC pretende lançar candidaturas de galã ex-Globo e filha de Roberto Jefferson
O evento visa promover a adoção da Definição de Trabalho em resposta ao Antissemitismo, melhorar o combate ao terrorismo e ao extremismo, e fomentar ações conjuntas na América Latina.
Segundo a Fundação Aliados de Israel, o apoio parlamentar ao país em toda a América Latina, cria um novo capítulo nas relações entre Israel e a região, baseado em valores compartilhados.
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