Relatora do PL da Misoginia deve incluir no texto menção à liberdade religiosa
Ler matéria →
São Paulo
Valdenia Rodrigues, mãe de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21, que morreu após ser jogada de uma ponte sem os equipamentos necessários, em Limeira, no interior de São Paulo, no sábado (13), fez declaração de amor à filha em rede social.
"Minha filha amada, só hoje eu quis te abraçar mais de mil vezes. Como está doendo sua partida", escreveu no Instagram.
Leia no AINotícia: Política: Panorama da Semana com Extradição de Zambelli, IA no TSE e Copa
A jovem deveria estar presa a duas cordas, mas nenhuma delas foi afixada em seu corpo. Imagens do salto mostram quando ela é erguida por instrutores e lançada, a uma altura de 40 metros, sem o equipamento de segurança. Leia também: Lula, que critica Flávio, já disse que facções devem ser combatidas
Os responsáveis pelo salto não tinham uma empresa constituída e operavam na informalidade, disse a delegada Andrea Dantas Levy, que investiga a morte. Eles praticavam a modalidade havia cerca de cinco anos, mas o acidente deste sábado, segundo ela, mostra que "não havia nenhum preparo para um esporte que é de alto risco".
SAIBA MAIS
Sobre a morte de jovem que foi jogada de ponte sem corda
- Mulher morre após ser lançada sem cordas em salto de 'rope jump' no interior de SP
- Jovem que morreu em salto de rope jump é enterrada neste domingo (14) em Jandira (SP)
- Justiça decreta prisão preventiva de trio investigado por morte de jovem em salto sem corda em Limeira (SP)
- Investigados por morte de jovem em salto sem corda alegam esquecimento
- Delegada aponta amadorismo de equipe em morte de jovem em salto sem cordas em SP
A reportagem tenta contato com a Entre Cordas, que comercializou o salto, por telefone, dois endereços de email, rede social e WhatsApp, desde a tarde deste domingo (14), mas não obteve qualquer retorno além de uma mensagem automática.
Pelo menos outros dez saltos haviam ocorrido antes da morte de Maria Eduarda. Mas ela seria a primeira a ser arremessada na modalidade aviãozinho, quando um grupo segura a pessoa e a arremessa da ponte, segundo Andrea. Mais de politica
Luis Felipe Feliciano Egoroff, 32, Vitor de Freitas Gonçalves, 27, e Maicon Fernandes Cintra, 42, tiveram a prisão convertida em preventiva (sem prazo) e responderão por homicídio com dolo eventual. Neste caso, a imputação é de que os três diretamente envolvidos na tragédia da jovem assumiram o risco de matá-la ao não prendê-la às cordas. Leia também: As várias mortes da vítima da ponte
A reportagem procurou o advogado Rafael Gomes dos Santos, por telefone e email na noite de domingo e foi ao escritório dele em Limeira na manhã desta segunda, mas não conseguiu localizá-lo. Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, ele afirmou que os presos estão abalados emocionalmente e, por isso, não conseguem explicar o que aconteceu.
O salto ocorreu na ponte do Esqueleto, uma estrutura que pertence à antiga RFFSA, a Rede Ferroviária Federal, que já registrou outros acidentes envolvendo saltos. No ano passado, duas pessoas ficaram feridas ao se chocarem contra o solo, e a ponte chegou a ser bloqueada em 2024 após a morte de uma ciclista.
Tópicos relacionados
Leia tudo sobre o tema e siga:
- homicídio
- interior de são paulo
- São Paulo - Estado
- Envie sua notícia
- Erramos?
- Ombudsman
Leia também no AINotícia
- Relatora do PL da Misoginia deve incluir no texto menção à liberdade religiosaPolitica · agora
- Apreensão de arma de Bolsonaro reduz chance de Moraes prorrogar prisãoPolitica · agora
- Lula, que critica Flávio, já disse que facções devem ser combatidasPolitica · 4h atrás
- Apreensão de arma de Bolsonaro reduz chance de Moraes prorrogar prisãoPolitica · 4h atrás


