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As idas e vindas de Lula e Trump: tarifaço, 'química excelente' e Ramagem

As idas e vindas de Lula e Trump: tarifaço, 'química excelente' e Ramagem Crédito, AFP via Getty Images Legenda da foto, Relação entre os líderes das duas maiores

As idas e vindas de Lula e Trump: tarifaço, 'química excelente' e Ramagem
As idas e vindas de Lula e Trump: tarifaço, 'química excelente' e Ramagem
Presidente do Brasil, Lula, à esquerda, e presidente dos EUA, Trump, à direita

Crédito, AFP via Getty Images

Legenda da foto, Relação entre os líderes das duas maiores democracias do hemisfério é de 'altos e baixos'
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    • Author, BBC News Brasil
  • Há 2 horas
  • Tempo de leitura: 9 min

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump devem se encontrar na quinta-feira (7/5), na Casa Branca, em Washington, apurou a BBC News Brasil junto a fontes do governo brasileiro.

Leia no AINotícia: Alerta em Washington: Tiros Perto da Casa Branca Causam Lockdown

O possível encontro vinha sendo discutido pelos dois governos há meses, mas a data inicial, prevista para março, acabou adiada em meio à guerra entre os EUA e o Irã.

Trump e Lula em reunião na Malásia em outubro de 2025

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, Os dois presidentes trocaram elogios mútuos, três telefonemas e se encontraram pessoalmente na Malásia em outubro de 2025

Tarifaço citando Bolsonaro e sanções contra Moraes

Uma das principais medidas do governo Trump tem sido impor novas tarifas comerciais a países pelo mundo. Leia também: As refinarias chinesas que 'driblam' sanções dos EUA e compram petróleo de Rússia, Venezuela e Irã

Em abril de 2025, em uma iniciativa que chamou de "Dia da Libertação", Trump aplicou uma taxa de 10% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA — então o menor patamar entre os países afetados.

O país passou a ser enquadrado em uma lei usada pelos EUA em casos considerados de "ameaça incomum e extraordinária", classificação que permite a adoção de sanções mais severas.

Um dos motivos citados pela Casa Branca foi uma suposta "caça às bruxas" ao ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Judiciário brasileiro.

No mesmo pacote, Trump anunciou sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e sua mulher, Viviane Barci de Moraes, para tentar influenciar o julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

Em setembro de 2025, eles foram os primeiros brasileiros a serem sancionados pela Lei Magnitisky. Mais de mundo

A lei é uma das mais severas disponíveis para Washington punir estrangeiros que considera autores de graves violações de direitos humanos e práticas de corrupção.

Apesar da pressão, o julgamento prosseguiu e o ex-presidente foi condenado à prisão.

'Química excelente', mas críticas a guerra

"Tivemos ali uma química excelente e isso foi um bom sinal." Leia também: Trump diz ter atingido 7 embarcações iranianas no estreito de Ormuz

Foi assim que, em setembro de 2025, Trump definiu seu primeiro encontro com Lula durante uma breve conversa durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

Foi o primeiro encontro entre os dois presidentes desde que ambos voltaram ao poder — Lula em 2023, Trump em 2025.

Trump disse que Lula era "um homem legal" e que eles tiveram uma "química excelente". "Ele gostou de mim, eu gostei dele, mas... E eu só faço negócios com pessoas de quem gosto, eu não faço [negócios] quando não gosto da pessoa. Quando não gosto, eu não gosto."

A interação entre os dois surpreendeu quem acompanhava a tensão pública que marcava a relação até então e serviu para quebrar o gelo da relação, estremecida com o tarifaço e as sanções contra o ministro do STF.

A partir do encontro, os dois trocaram elogios mútuos, três telefonemas e se encontraram pessoalmente na Malásia.

Facções brasileiras como terroristas

Visto negado a assessor

Darren Beattie.
Legenda da foto, Darren Beattie é conselheiro sênior para política brasileira no Departamento de Estado dos EUA

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Legenda da foto, Alexandre Ramagem foi preso pelo ICE e solto dois dias depois após forte pressão de bolsonaristas junto ao governo americano

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