Odilon Beserra, de 46 anos, foi condenado a 20 anos e três meses de prisão pela morte e ocultação do cadáver de Adriana Sousa Bequimãn, de 39 anos. A decisão do Tribunal do Júri, realizada em Gurupi (TO) nesta segunda-feira (4), diz respeito a um crime que aconteceu em , na cidade de Dueré, região sul do estado, após a vítima e o condenado se conhecerem em uma festa.

A Sentença e as Qualificadoras do Crime

De acordo com a sentença proferida pelo juiz Jossaner Nery Nogueira Luna, Odilon Beserra cumprirá sua pena em regime fechado. Além da condenação, o magistrado fixou uma indenização de R$ 100 mil a ser paga aos herdeiros de Adriana Bequimãn e negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, mantendo sua prisão preventiva, conforme informações do G1. A Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), responsável pela defesa, optou por não comentar a decisão.

Durante a sessão, o Conselho de Sentença reconheceu que o homicídio foi qualificado como feminicídio, visto que ocorreu com menosprezo à condição de mulher da vítima. Os jurados também consideraram que o assassinato foi motivado por um desentendimento relacionado à recusa sexual por parte de Adriana, e que a vítima não teve chance de defesa devido à diferença de porte físico entre ela e o réu. Leia também: Queda de avião em BH deixa 3 mortos e 2 feridos; investigações em curso

Relembrando o Caso Brutal

O desaparecimento de Adriana Sousa Bequimãn foi registrado na madrugada de , após ela ser vista conversando com Odilon em uma seresta em Dueré. Segundo relatos de testemunhas à Polícia Militar na época, os dois saíram juntos do local no carro do então suspeito. Dias depois, o corpo de Adriana foi encontrado por populares em um matagal às margens da rodovia TO-070, sem documentos de identificação, segundo o G1.

O laudo pericial detalhou a brutalidade da ação, revelando sinais de arrastamento e vegetação amassada desde um barranco até a árvore onde Adriana foi localizada. O réu teria utilizado uma corda para arrastar a vítima e, em seguida, a amarrou pelo pescoço a um galho. No momento em que foi encontrada, a mulher estava parcialmente nua e com a blusa rasgada.

O Impacto na Família da Vítima

O juiz ressaltou a “extrema brutalidade” da conduta de Odilon e as consequências trágicas para a família de Adriana. A vítima deixou uma filha com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que dependia dos cuidados constantes da mãe. O depoimento da filha mais velha confirmou uma piora significativa no quadro clínico da irmã após o crime, fator considerado pelo magistrado como uma consequência negativa relevante na dosimetria da pena. Leia também: Roberto Cidade assume Governo do AM em eleição indireta Mais de noticia

O que se sabe até agora

A condenação de Odilon Beserra reforça a importância da atuação judicial no combate à violência de gênero e na busca por justiça para as vítimas e suas famílias. Casos como o de Adriana Bequimãn evidenciam a necessidade contínua de políticas públicas eficazes e de conscientização social para erradicar o feminicídio no Brasil.

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Condenado e ocultação de cadáver no TO

Odilon Beserra, de 46 anos, foi sentenciado a 20 anos e três meses de prisão pela morte brutal de Adriana Sousa Bequimãn, de 39, crime ocorrido em agosto de 2024 em Dueré. A

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