Como Cabo Verde surpreendeu o mundo e conquistou vaga para mata-mata
Ler matéria →As dicas de uma neurocientista para atualizar o cérebro na era da inteligência artificial- Author, David Robson- Role, BBC Future- Published- Tempo de leitura: 8 min Com o mundo à nossa volta evoluindo em velocidade cada vez maior, podemos sonhar em fazer um upgrade do cérebro para entender o que está acontecendo. Fazer isso literalmente parece impossível.
Nossa massa branca e cinzenta possui praticamente a mesma estrutura que tinham nossos ancestrais que viveram na Idade da Pedra. Para ser preciso, nossos cérebros são um pouco menores. Restos arqueológicos indicam que eles encolheram significativamente nos últimos 10 mil anos.
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Mas a neurocientista Hannah Critchlow, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, oferece muitas razões para sermos otimistas. No seu novo livro, The 21st Century Brain (" O cérebro do século 21", em tradução livre), ela descreve como todos nós podemos cultivar a flexibilidade mental necessária para enfrentar os desafios à nossa frente.
" Basicamente, escrevi o livro para mim mesma, para poder tomar decisões mais acertadas e melhorar minha própria vida, especialmente quando entro na meia-idade", ela conta. "Mas também escrevi para os meus pais, para que eles possam manter o cérebro saudável na terceira idade, e para meu filho, que tem agora 10 anos.
O que posso fazer para ajudar seu cérebro a florescer? " Confira os segredos desta neurocientista para preparar sua mente para o futuro. Leia também: Como Cabo Verde surpreendeu o mundo e conquistou vaga para mata-mata
BBC: O que inspirou você a explorar o conceito do cérebro do século 21? Hannah Critchlow: Comecei a trabalhar no livro três anos atrás. E, nesse período, o desenvolvimento da inteligência artificial explodiu.
Mesmo naquela época, estava claro que esta tecnologia começaria a invadir toda a nossa vida, em toda a sociedade, mas também em nível individual. E, como agora, havia muito entusiasmo sobre a IA, ao lado de muito medo. Eu quis dar um passo atrás e reconhecer o fato de que a IA se desenvolveu com base no conhecimento obtido com a neurociência.
E se nós invertêssemos aquilo e perguntássemos como podemos usar este conhecimento para extrair o máximo da inteligência que temos no nosso próprio cérebro orgânico? O mesmo conhecimento que levou àqueles desenvolvimentos tecnológicos também pode revelar o potencial cognitivo humano presente em todos nós. BBC: Quais foram os seus critérios para selecionar as habilidades que serão mais importantes para o século 21?
Critchlow: Eu quis me concentrar nas habilidades frequentemente menosprezadas pelos cientistas, que destacam nossa capacidade de conexão com os demais, de imaginar um novo mundo, de inovar, resolver problemas e pensar a longo prazo. Como vivemos em uma época de mudanças sociais e tecnológicas sem precedentes, eu examino nossa capacidade de tolerar essas mudanças, as incertezas e a ambiguidade. Tudo isso, basicamente, exige "bioenergia" saudável.
Por isso, examino as mitocôndrias, que são as usinas de força das nossas células. BBC: Vamos começar com a inteligência emocional e a empatia, frequentemente consideradas soft skills. Mais de mundo
Critchlow: As avaliações de empatia e inteligência emocional podem ser as mais importantes para prever nossa satisfação com a vida, nossos sentimentos positivos sobre as relações com os demais e o nosso sucesso acadêmico. Quando observamos os dados genéticos, a hereditariedade parece representar 10% a 45%.
Mas todos nós podemos treinar nossa inteligência emocional e empatia. O psicólogo Jamil Zaki, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, defende que podemos começar demonstrando um pouco de autocompaixão. Tire simplesmente algum tempo para perguntar "por que estou sentindo esta emoção?
E o que posso fazer para me ajudar com este sentimento, agora que estou mais confortável? " Quando você começar a praticar um pouco de autocompaixão, os efeitos irão ecoar entre os demais. Leia também: O matemático 'guru das Copas' que previu confronto entre Brasil e Japão
BBC: Você também defende que o comportamento altruísta pode, quase literalmente, vir dos nossos intestinos. Critchlow: Existe um estudo simplesmente encantador de Hilke Plassmann, do instituto Insead em Fontainebleau, na França, e seus colegas.
Eles examinaram 100 voluntários saudáveis que tomavam pré e probióticos. Depois de apenas sete semanas, os participantes do estudo tinham uma microbiota intestinal mais variada, em comparação com as pessoas que tomaram placebo. E eles também eram muito mais altruístas.
Os participantes ficaram mais dispostos a renunciar ao seu próprio dinheiro em nome da igualdade, por exemplo. Em outras palavras, seus níveis de altruísmo foram alterados por uma microbiota intestinal muito mais diversa. Não é incrível?
BBC: Com certeza! Como é possível que as bactérias intestinais alterem o nosso comportamento?
Critchlow: O mecanismo não é totalmente conhecido, mas existem muitos nervos no intestino e no coração. Quando você tem um instinto, ele ocorre porque todas aquelas células estão basicamente enviando um sinal pelo nervo vago até a ínsula, que é a região do cérebro envolvida na verificação do nosso ambiente e coleta de informações.
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