Mundo: o que movimentou a semana
Ler matéria →Arábia Saudita precisa reconhecer Israel como condição para acordo nuclear, diz Trump

Crédito, Getty Images
- Author, Robert Greenall
- Published Há 4 horas
- Tempo de leitura: 3 min
O histórico acordo nuclear entre os EUA e a Arábia Saudita depende da adesão de Riad aos Acordos de Abraão, que reconhecem o Estado de Israel, afirmou o presidente Donald Trump.
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"O Acordo Nuclear Civil (Não haverá enriquecimento de material!). que se refere apenas ao uso não militar. será aprovado, mas está totalmente sujeito à adesão da Arábia Saudita aos respeitados e bem-sucedidos Acordos de Abraão", disse Trump em uma publicação no Truth Social.
As declarações de Trump vêm após críticas de especialistas de que o acordo poderia acarretar o risco de futura proliferação nuclear em uma região já instável.
A Arábia Saudita já havia declarado que não reconheceria Israel sem o estabelecimento de um Estado palestino. Leia também: A advertência de empresa hackeada por modelo 'rebelde' de IA da controladora
Em 2020, Trump intermediou os Acordos de Abraão, que garantiram a normalização histórica das relações entre Israel e duas nações árabes, os Emirados Árabes Unidos (EAU) e o Bahrein.
Sudão, Marrocos e Cazaquistão também assinaram os acordos desde então.
A Arábia Saudita ainda não se manifestou sobre as declarações de Trump.
Esse novo acordo, cuja assinatura foi anunciada na quarta-feira (22/07), é descrito pelo Departamento de Energia dos EUA como um "acordo de cooperação nuclear pacífica" que proporcionará "grande acesso para empresas americanas ao programa de energia nuclear saudita". Mais de mundo
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A questão nuclear tem estado no centro do conflito entre os EUA e Israel com o Irã, que já dura meses. Leia também: Os milionários que querem pagar mais impostos no Reino Unido
O governante de facto da Arábia Saudita, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, disse à CBS News em 2018 que seu país não planejava adquirir uma arma nuclear, mas que "sem dúvida, se o Irã desenvolvesse uma bomba nuclear, nós faríamos o mesmo o mais rápido possível".
Relatos anteriores na imprensa americana sugeriram que o acordo poderia permitir que a Arábia Saudita enriquecesse urânio no futuro– que pode ser usado como combustível para usinas de energia, mas também potencialmente para fabricar bombas nucleares. No entanto, as declarações de Trump parecem negar isso.
O acordo será agora enviado ao Congresso dos EUA para revisão.
Espera-se que alguns legisladores de ambos os lados do espectro político se oponham ao acordo, embora o Partido Republicano de Trump controle tanto a Câmara quanto o Senado, e os oponentes do acordo não pareçam ter os votos necessários para bloqueá-lo.

