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Anvisa fecha plataforma Voy por operar como ‘software médico’ sem autorização

Anvisa fecha plataforma Voy por operar como ‘software médico’ sem autorização Empresa oferecia programa de emagrecimento com acompanhamento online, além da entrega de

Anvisa fecha plataforma Voy por operar como ‘software médico’ sem autorização

Anvisa fecha plataforma Voy por operar como ‘software médico’ sem autorização Empresa oferecia programa de emagrecimento com acompanhamento online, além da entrega de medicamentos como tirzepatida e semaglutida A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta sexta-feira, 26, o funcionamento da Voy, uma plataforma digital focada no tratamento da obesidade e emagrecimento.

O serviço oferecia consultas médicas e acompanhamento nutricional remotos, intermediando também a entrega de medicamentos para perda de peso. Segundo a Anvisa, esse tipo de serviço é regulado pela agência como exclusivo para dispositivos ou softwares médicos— categoria na qual a Voy não está registrada e, portanto, não tem autorização de funcionamento. A empresa também não está regularizada como farmácia ou drogaria e, por isso, de acordo com a autarquia, não poderia comercializar medicamentos de qualquer natureza. Leia também: Creagummy ganha destaque após novo desdobramento em creagummy: anvisa suspende

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“Medicamentos adquiridos fora de farmácias e drogarias que funcionem de forma irregular não têm qualquer garantia de origem, composição e qualidade“, disse a Anvisa, em nota. Com a medida, a plataforma, gerenciada pela Revia Gestão de Negócios, está proibida de oferecer e divulgar os seus serviços. Como a Voy funcionava?

A VOY se define como “uma plataforma de gerenciamento de jornada que conecta pessoas ao ecossistema de saúde e bem-estar”. Na prática, a plataforma se apresentava como uma intermediária: afirmava não ser farmácia nem clínica médica, mas permitia que clientes entrassem em contato com a sua equipe de profissionais. Mais de saude

Segundo a Voy, as consultas eram realizadas por clínicas terceirizadas e independentes, enquanto os medicamentos seriam vendidos por drogarias credenciadas. Ainda assim, no site, a empresa permitia que os visitantes conhecessem a sua “equipe de especialistas“, cujos serviços descrevia da seguinte forma: “avaliação com endocrinologistas credenciados, nutricionistas ao seu lado em toda jornada e suporte clínico todos os dias pelo WhatsApp”. Além disso, entre os tratamentos medicamentosos oferecidos pela Voy estavam semaglutida— princípio ativo do Ozempic e do Wegovy —, tirzepatida, base do Mounjaro, e a combinação naltrexona + bupropiona, presente no remédio Contrave. Leia também: Alex Escobar deixa Copa do Mundo por problema de saúde: relembre o quadro

A empresa, porém, não especificava em seu site se comercializava as versões originais ou manipuladas em farmácias magistrais. Por fim, a Voy destacava que os produtos eram registrados na Anvisa e dispensados somente com prescrição médica. A reportagem entrou em contato com a plataforma, mas não obteve retorno até esta publicação.

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