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Baseada na análise técnica, a Carteira Valor XP, composta por cinco ações, acumula em 2026, até esta quarta-feira (20), uma valorização de 18,72%, desempenho acima do registrado pelo Ibovespa, que sobe 10,12% no mesmo período.
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A seleção é elaborada pelos analistas técnicos da XP, Gilberto Coelho e Alex Carvalho, e utiliza exclusivamente critérios gráficos para definir os ativos com maior potencial de valorização no médio prazo.
Ao mesmo tempo, a XP trabalha para automatizar o processo da carteira, buscando tornar o acompanhamento mais simples e acessível para o investidor pessoa física. A ideia é facilitar tanto o rebalanceamento mensal quanto o monitoramento das recomendações, mantendo o foco em ativos líquidos e com potencial técnico de valorização.
Segundo o relatório mensal divulgado pela corretora, a carteira tem como objetivo superar o benchmark por meio da média de retorno dos cinco ativos selecionados. A estratégia utiliza exclusivamente análise técnica e privilegia ações do IBX-100, com peso igual de 20% para cada papel. Além disso, a seleção é atualizada sempre no primeiro dia útil de cada mês. Leia também: CEO do Standard Chartered
Composição atual
Para maio de 2026, a Carteira Valor XP passou a ser composta por PRIO3, BBSE3, EGIE3, VALE3 e IGTI11, todas com recomendação de compra e participação equivalente dentro do portfólio.
Além disso, a atualização mais recente trouxe uma mudança importante na composição da carteira. A XP retirou CMIG4 após sinais de realização e perda da média de 21 períodos. Em contrapartida, incluiu VALE3, argumentando que a ação se aproximou de uma região técnica considerada relevante de suporte após forte correção recente.
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Na visão técnica da corretora, os ativos seguem estruturas gráficas predominantemente positivas. A PRIO3, por exemplo, mantém tendência de alta e projeções em até R$ 87,95, enquanto BBSE3 continua sustentada pela média de 200 períodos. Já VALE3 aparece como uma aposta de retomada após testar retrações de Fibonacci consideradas estratégicas pela análise técnica.
Regras da estratégia
A metodologia da Carteira Valor XP é relativamente simples, mas segue critérios técnicos rigorosos. Cada ativo possui peso fixo de 20%, sem utilização de stop gain ou stop loss durante o mês. O desempenho é calculado com base nos preços de fechamento dos últimos pregões de cada período. Mais de economia
Além disso, a XP ressalta que o foco da estratégia está no médio prazo. Por isso, a carteira busca capturar tendências mais amplas do mercado, evitando movimentos excessivamente curtos ou operações de caráter puramente especulativo. O filtro de liquidez também é utilizado para garantir maior aderência entre as recomendações e a realidade operacional do investidor.
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Ainda assim, mesmo diante da recente correção do Ibovespa, a carteira segue conseguindo entregar desempenho superior ao principal índice da Bolsa brasileira. Leia também: Lula assina MP para motoboys
Cenário do mercado
O desempenho da carteira ocorre em um momento de maior volatilidade para o mercado brasileiro. Segundo a análise técnica da XP, o Ibovespa ainda passa por um movimento de realização e renovação de mínimas recentes, embora indicadores como IFR e MACD já apontem condições próximas de sobrevenda.
Nesse contexto, a estratégia da carteira busca justamente selecionar ativos que apresentem estruturas gráficas mais resilientes, tendência primária positiva e regiões técnicas consideradas favoráveis para continuidade ou retomada de alta. Dessa forma, a proposta é entregar ao investidor uma seleção mais objetiva e com foco em performance relativa.
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Além disso, a expectativa da corretora é que a futura automatização da carteira contribua para ampliar o alcance da estratégia entre investidores que buscam exposição tática à Bolsa sem precisar acompanhar diariamente todas as movimentações do mercado.
Guias de análise técnica:
- O que é uma linha de tendência na análise gráfica?
- O que são médias móveis e como usá-la para estratégia de Trade
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