As derrotas mais traumáticas do Brasil em Copas do Mundo
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Crédito, Reuters
- Author, Tim Vickery
- Role, Especial para a BBC News Brasil
- Published 5 julho 2026, 21:39 -03Atualizado Há 7 minutos
- Tempo de leitura: 4 min
O Brasil tem grandes problemas.
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Durante parte do jogo contra a Noruega, tive a impressão de que o Brasil vivia um bom momento, estava se encontrando e parecia que venceria novamente.
O lance do pênalti no primeiro tempo surgiu de um aspecto positivo do jogo ofensivo brasileiro: a movimentação constante.
Com Rayan aberto pela direita e Vini, Cunha e Martinelli trocando de posições, o Brasil criou uma ideia interessante e, a partir dela, conquistou o pênalti. No entanto, é preciso dar mérito ao goleiro, que manteve o placar em 0 a 0. Leia também: Haaland e Gabriel Magalhães: a rivalidade que nasceu no campeonato inglês
Com todas as suas virtudes, Casemiro sofre para defender em espaço aberto. Por isso, o Brasil passou a defender com quase todos atrás da linha da bola, tentando proteger esse espaço, enquanto acabava assistindo ao jogo da Noruega.
Também fez falta Lucas Paquetá. Sem ele, o Brasil perdeu capacidade de elaboração. O jogo ficou restrito à verticalidade.
Houve oportunidades, mas, no intervalo, o técnico da Noruega ajustou a equipe, colocou jogadores com mais fôlego para defender esses espaços e dificultou ainda mais o jogo brasileiro.

Crédito, Eduardo Martino
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É impressionante ver uma seleção brasileira trocar aproximadamente metade do número de passes do adversário. O que aconteceu com o meio-campo do Brasil?
A seleção pela qual me apaixonei— era jovem demais para 1970, mas especialmente a de 1982— tinha justamente no meio-campo o seu setor mais forte. Hoje, embora ainda existam muito talento e grandes jogadores, predominam atletas de características verticais, e não de elaboração. Leia também: Na escalação do Brasil contra Noruega, Ancelloti sinaliza time mais ofensivo
Isso também leva à conclusão de que talvez a convocação para o meio-campo não tenha sido a melhor. Antes da Copa, quando Wesley, lateral-direito, se machucou, Carlo Ancelotti convocou mais um meio-campista, numa espécie de reconhecimento de que havia errado na composição do setor.
O meio-campo é a alma do time, e o Brasil precisa repensar profundamente a forma como joga nessa faixa do campo.
Há, porém, um aspecto sobre o qual o Brasil não precisa mais pensar: Neymar. Na minha opinião, e digo isso com todo respeito, ele não deveria ter ido para a Copa.
Ancelotti havia estabelecido critérios claros: seria preciso merecer a convocação. Neymar vinha de lesão, entrou contra a Escócia e ficou evidente que estava muito fora de forma.
Era o mesmo jogador que vínhamos vendo ao longo do ano. Não sei se sua convocação teve relação com questões de imagem ou relações públicas. No Brasil, é difícil separar essas forças.
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