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Ler matéria →Análise: acordo com o Irã põe fim à guerra que revelou limites do domínio americano

Crédito, Reuters
- Author, Jeremy Bowen
- Role, BBC News
- Reporting from, Beirut
- Published Há 2 horas
- Tempo de leitura: 7 min
A guerra contra o Irã foi o maior erro de política externa do presidente americano, Donald Trump, até aqui. Ela reduziu a capacidade dos Estados Unidos de deter seus inimigos.
Leia no AINotícia: Acordo EUA-Irã: Paz é assinada eletronicamente, mas taxas em Ormuz já geram controvérsia
A guerra prejudicou as alianças americanas com as monarquias árabes do Golfo Pérsico, produtoras de petróleo. Seu modelo de negócios como ilhas de estabilidade na turbulência do Oriente Médio levará anos para se restabelecer.
Em conversas privadas, autoridades daqueles países já falam em diversificar suas alianças e da necessidade de encontrar formas de conviver com o Irã, seu vizinho do outro lado do golfo.
A China também observou atentamente os Estados Unidos queimando seus estoques de armas, de difícil reposição, atingindo os limites do seu poderio. Leia também: Por que dominar 'agachamento asiático' é fundamental para a saúde
Considerando que não haja mais nenhum contratempo de última hora, o acordo põe fim a uma guerra baseada na leitura errônea, feita por Israel e pelos Estados Unidos, sobre o poderio do seu inimigo em Teerã.
Ele irá criar um enorme suspiro de alívio entre as pessoas que tiveram suas vidas viradas do avesso pelo guerra, a começar pelos civis na linha de fogo.
O acordo reabre o estreito de Ormuz, segundo Trump, aliviando a pressão sobre a economia global e a vida real de centenas de milhões de pessoas que enfrentam sérias dificuldades em todo o mundo.
Milhares de pessoas foram mortas no Oriente Médio. Casas e empresas foram destruídas.
O impacto sobre a produção de fertilizantes, que depende de matérias-primas exportadas pelo estreito, poderá levar pessoas em países pobres a passar fome no segundo semestre do ano. Este risco é particularmente alto na África subsaariana. Mais de mundo
Não se trata de um acordo de paz. Os negociadores afirmam que o texto completo tem 14 pontos, em duas páginas, mas ele ainda não foi publicado.
Além de reabrir o estreito, o memorando de entendimento estende o cessar-fogo e levanta o bloqueio dos portos iranianos pela marinha dos Estados Unidos.
Ele deixa as questões mais delicadas para negociações futuras, que irão incluir o futuro do programa nuclear iraniano e o nível de redução das sanções que Teerã irá receber, em troca de concessões. Leia também: Acordo EUA-Irã: Paz é assinada eletronicamente

Crédito, EPA
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Agora, o calendário volta para o dia 27 de fevereiro, quando forças americanas e israelenses se preparavam para atacar, armando suas aeronaves, orientando suas tripulações e programando alvos para os seus mísseis.
Em Genebra, na Suíça, o Irã e os Estados Unidos travavam o que foi informado ao mundo como sendo negociações essenciais para controlar os planos nucleares do Irã.

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