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Crédito, Getty Images/BBC News Mundo
- Author, José Carlos Cueto
- Role, Correspondente da BBC News Mundo na Colômbia
- Published 23 junho 2026, 16:18 -03Atualizado Há 2 horas
- Tempo de leitura: 8 min
O governo de Donald Trump nos Estados Unidos acompanhou de perto a campanha presidencial de Abelardo de la Espriella na Colômbia, apoiando abertamente sua candidatura.
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O secretário de Estado americano, Marco Rubio, foi um dos primeiros líderes mundiais a felicitar o outsider de direita, após sua vitória nas eleições colombianas de domingo (21/6).
"O governo Trump está disposto a trabalhar de perto com seu próximo governo, para fazer avançar a cooperação em prol da segurança regional, pôr fim à migração ilegal para os Estados Unidos e fortalecer nossos laços econômicos", declarou Rubio no X.
De la Espriella possui nacionalidade americana. Ele afirmou que deseja uma relação próxima com Trump, de quem se declara ser admirador. Leia também: Como De la Espriella construiu sua fortuna e os negócios questionáveis
O presidente eleito também busca uma estratégia de pulso firme contra o crime, alinhado à posição do mandatário americano- algo que deve ter impacto no xadrez geopolítico de toda a região, incluindo o Brasil.
Durante os quatro anos de governo progressista do presidente Gustavo Petro, as relações entre os Estados Unidos e a Colômbia foram turbulentas.
Após o retorno de Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025, houve sucessivas crises diplomáticas e desencontros em temas como segurança, política de drogas e migração.
As relações entre os países melhoraram em fevereiro deste ano, após uma visita amigável de Petro a Washington. Mas a desconfiança entre os dois presidentes se manteve latente.
A vitória de De la Espriella abre um novo capítulo nas relações entre os Estados Unidos e a Colômbia. Apesar de perder força nos últimos anos, esta permanece sendo a aliança mais importante para o país sul-americano. Mais de mundo

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'Vitória propícia para Trump'
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"Esta parece uma vitória conveniente para Trump", declarou à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC), o diretor da consultoria de análise geopolítica Colombia Risk Analysis, Sergio Guzmán.
A Colômbia era um dos poucos países da América do Sul com um governo de esquerda. Gustavo Petro representava um bloqueio contra as aspirações de Trump no continente.
O triunfo de De la Espriella, indicado pela apuração preliminar, e a aparente vitória de Keiko Fujimori no Peru fizeram com que o Brasil (com eleições marcadas para outubro) e o Uruguai passassem a ser os únicos países sul-americanos com presidentes de esquerda, mais distantes dos Estados Unidos e do seu mandatário republicano.
Os reticentes governos do Brasil e da Colômbia limitaram, até certo ponto, as tentativas de Trump de realizar ações militares contra o crime em geral e o narcotráfico no continente.
De la Espriella deixou claras suas intenções de bombardear acampamentos "narcoterroristas" e carregamentos de drogas na Colômbia, o principal produtor e exportador de cocaína do mundo e cenário de um conflito armado com diversas frentes, que dura mais de 60 anos.


A Colômbia que espera De la Espriella

As questões existentes

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