Metade das jovens brasileiras vive jornada dupla a partir dos 18 anos, diz
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A nova líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), disse nesta segunda-feira, 29, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que os projetos de interesse do Palácio do Planalto na Casa de Salão Azul só serão destravados depois que ele tiver uma conversa com Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Em sua primeira reunião com Lula após assumir o cargo deixado por Jaques Wagner (PT-BA)– abatido após ter o nome citado no escândalo do Banco Master -, Teresa engrossou o coro dos ministros que tentam promover a reaproximação entre o chefe do Executivo e o presidente do Senado.
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Alcolumbre incluiu na ordem do dia desta terça-feira, 30, a votação em plenário da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias. A equipe econômica classifica a medida como “pauta-bomba”, uma vez que ela provoca impacto de aproximadamente R$ 30 bilhões sobre as contas públicas ao longo de dez anos.
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No último dia 10, o Senado já havia aprovado o projeto de renegociação das dívidas do agronegócio. Os ministérios da Fazenda e do Planejamento calcularam que o impacto da lei pode chegar a R$ 139,8 bilhões em 13 anos, dos quais R$ 22,4 bilhões em 2027. Leia também: “Desenrola Adimplentes”: qual o impacto para os bancos brasileiros?
Ao mesmo tempo, Alcolumbre segura até hoje a votação da PEC da Segurança, aprovada em março pela Câmara, que estabelece a destinação de recursos de bets e o uso de parcelas do fundo social do pré-sal para o financiamento da área. Não é só: o senador também não despachou para a Comissão de Constituição e Justiça a PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.
Trata-se de outra proposta que já recebeu sinal verde da Câmara, mas o presidente do Senado tem dito que esse assunto conta com muitos senões dos empresários, não pode ser discutido “de afogadilho” e, por isso, sua análise deve ser feita depois das eleições.
O discurso da segurança pública e as mudanças na jornada para que os trabalhadores passem a ter dois dias de descanso por semana, porém, são bandeiras da campanha de Lula à reeleição. Dessa forma, o Palácio do Planalto trabalha para que essas votações avancem.
Desde o fim de abril, no entanto, quando o Senado rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), a relação entre Lula e Alcolumbre azedou de vez. Mais de economia
Os dois não se falam há dois meses. Wagner tentava fazer essa “ponte”, mas caiu depois que a Polícia Federal descobriu suas ligações com o Master. O líder do governo no Senado resistia a entregar o cargo por considerar a atitude como uma “confissão de culpa”, mas foi pressionado pelo PT. A avaliação no Planalto foi a de que a permanência de Wagner arrastava Lula para o mesmo escândalo que a campanha quer colar no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário do presidente.
Alcolumbre até hoje diz, nos bastidores, que Lula sofrerá outra derrota se indicar novamente Messias para o STF, como tem anunciado. Amigo de Rodrigo Pacheco (PSB), nome que defendia para a vaga na Corte, Alcolumbre fez campanha para barrar a entrada de Messias no tribunal. A última vez que o Senado havia rejeitado um indicado do presidente para STF ocorreu em 1894, no governo de Floriando Peixoto. Leia também: Minidólar (WDON26): análise mostra os níveis que podem definir a direção
Em postagem nas redes sociais, Teresa Leitão disse que se reuniu com Lula na manhã desta terça-feira, ao lado do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e acertou “os próximos passos para garantir que as pautas de interesse do povo brasileiro do continuem avançando”.
Teresa também afirmou, em nota, que atuará para “fortalecer a articulação entre o Palácio do Planalto, a base aliada e os parlamentares, especialmente os líderes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, contribuindo para a construção de consensos e para o avanço das pautas de interesse do governo e do povo brasileiro”. Citou como exemplos o fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança Pública.
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