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Ala do STF vê como ‘inadmissível’ tom da manifestação de chefes da PF em apoio

Justiça A mediação da AGU na queda de braço entre André Mendonça e a Polícia Federal Jorge Messias reuniu o ministro do STF e o titular da Justiça após o agravamento das

Ala do STF vê como ‘inadmissível’ tom da manifestação de chefes da PF em apoio

Justiça A mediação da AGU na queda de braço entre André Mendonça e a Polícia Federal Jorge Messias reuniu o ministro do STF e o titular da Justiça após o agravamento das divergências sobre a condução das investigações da fraude no INSS A escalada da tensão entre o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça e a Polícia Federal levou a Advocacia-Geral da União a atuar como mediadora.

Nesta quinta-feira 6, o advogado-geral da União, Jorge Messias, reuniu Mendonça e o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, numa tentativa de reduzir o desgaste institucional provocado pelos embates em torno das investigações sobre a fraude no INSS. O foco do conflito é a condução do inquérito que apura supostas irregularidades e cita Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT). Nas últimas semanas, Mendonça vinha manifestando insatisfação com a demora da Polícia Federal em encaminhar os relatórios da investigação.

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Diante disso, determinou o envio imediato de todas as informações disponíveis ao seu gabinete e exigiu ser informado sobre qualquer alteração na equipe responsável pelo caso. A reação da direção da Polícia Federal foi imediata. O diretor-geral Andrei Rodrigues interpretou as determinações como uma interferência indevida na autonomia da corporação e acionou a Advocacia-Geral da União para contestar os pedidos de Mendonça. Leia também: Anitta defende fãs vestidos de Orixás em shows após polêmica

Diante do impasse, Messias— que mantém interlocução próxima com o ministro indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)— decidiu promover uma reunião para tentar restabelecer o diálogo. Segundo relatos de participantes, o encontro começou em clima tenso, marcado pela discussão sobre as críticas feitas por Mendonça à atuação da Polícia Federal. Ao final, porém, houve um acordo para criar um canal permanente de interlocução entre investigadores e integrantes do gabinete do ministro.

A expectativa é que reuniões periódicas nas próximas semanas ajudem a melhorar o fluxo de informações entre o Supremo e a corporação, reduzindo novos atritos. Durante a conversa, Mendonça reiterou o desconforto com a demora na apresentação dos relatórios, mas reconheceu que a autonomia institucional de cada órgão deve ser preservada. Wellington saiu em defesa da Polícia Federal e rejeitou qualquer insinuação de seletividade na condução das investigações.

O ministro também afirmou que a incorporação de novos policiais, aprovados no último concurso da corporação, deverá acelerar o andamento dos inquéritos. O encontro ocorreu poucas horas depois de os superintendentes regionais da Polícia Federal divulgarem uma nota pública de apoio a Andrei Rodrigues. No texto, os dirigentes afirmam que o debate público e as críticas fazem parte da democracia, mas ressaltam que elas não podem servir para “enfraquecer a credibilidade e a confiança que a sociedade deposita nas instituições republicanas”.

Avanço das investigações Apesar da disputa institucional, as investigações continuam avançando. A Polícia Federal já encaminhou ao Supremo dois relatórios parciais, um sobre a Conafer e outro sobre a Contag, e solicitou a abertura de outros três inquéritos relacionados a Fábio Luis. Mais de noticia

Os novos procedimentos foram autorizados por Mendonça e Flávio Dino, ampliando o escopo das apurações sobre o esquema investigado. Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu.

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