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Agência de direitos humanos dos EUA processa The New York Times por discriminação contra funcionário branco

Agência dos EUA acusa jornal de preferir uma mulher negra sem em promoção; empresa nega e diz que decisão foi baseada em mérito

Agência de direitos humanos dos EUA processa The New York Times por discriminação contra funcionário branco

Agência dos EUA acusa jornal de preferir uma mulher negra sem em promoção; empresa nega e diz que decisão foi baseada em mérito.


  • Segundo o processo, o jornal teria deixado de promover o homem para favorecer uma mulher menos qualificada, com o objetivo de cumprir metas de diversidade.

  • A Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego (EEOC, na sigla em inglês) moveu a ação em nome de um editor do jornal.

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  • O "New York Times" disse que a ação é “politicamente motivada” e afirmou que vai se defender “com vigor”.

Emblema da Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego dos EUA (EEOC). — Foto: David Zalubowski/AP

Segundo o processo, apresentado na terça-feira (6), o jornal teria deixado de promover o homem para favorecer uma mulher menos qualificada, com o objetivo de cumprir metas de diversidade. Leia também: 'Pensei que ele fosse me bater': o que cofundador da OpenAI falou sobre Musk

A Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego (EEOC, na sigla em inglês) moveu a ação em nome de um editor do jornal. Ele afirma ter sido vítima de discriminação de gênero e raça ao não conseguir a vaga de editor-adjunto de imóveis em 2025.

De acordo com a agência, as metas públicas do jornal para aumentar a presença de mulheres e pessoas negras em cargos de liderança influenciaram a decisão. O homem branco teria sido excluído da etapa final, enquanto três mulheres e um homem negro avançaram.

A presidente da EEOC, Andrea Lucas, afirmou que nenhuma instituição está acima da lei.

Lucas é aliada das políticas do governo do presidente Donald Trump contra programas corporativos de diversidade. Ela já incentivou homens brancos a denunciarem casos de discriminação. Mais de mundo

O "New York Times" disse que a ação é “politicamente motivada” e afirmou que vai se defender “com vigor”.

A porta-voz do jornal, Danielle Rhoades Ha, declarou que a EEOC ignorou fatos para sustentar uma narrativa pré-definida.

Segundo ela, nem raça nem gênero influenciaram a escolha. “Contratamos a candidata mais qualificada, e ela é uma excelente editora”, disse.

O processo afirma que o funcionário trabalha no jornal desde 2014, principalmente na editoria internacional, e tinha experiência com cobertura imobiliária. Leia também: Apple terá que pagar US$ 250 milhões a usuários de iPhone em processo coletivo por engano sobre IA

Já a mulher escolhida para o cargo, segundo a ação, não tinha experiência na área. A EEOC afirma que ela “se encaixava nas características de raça e gênero” que o jornal buscava ampliar na liderança.

O processo também cita políticas de diversidade do jornal, incluindo um plano lançado em 2021 que previa aumentar em 50% o número de líderes negros e latinos até 2025.

Segundo a EEOC, essa meta foi atingida já em 2022, mas a empresa manteve os programas. Em 2024, funcionários brancos representavam 68% da liderança, contra 29% de pessoas não brancas.

Críticos dizem que a ação da agência ataca iniciativas que buscam reduzir desigualdades históricas no mercado de trabalho dos EUA.

  • Donald Trump

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