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- Author, Redação
- Role, BBC News Persa
- Há 1 hora
- Tempo de leitura: 7 min
Uma pergunta curiosa surgiu na entrevista coletiva do Pentágono no último dia 5 de maio, em meio às questões habituais sobre a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã:
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"O Irã está usando golfinhos suicidas?"
Um repórter do jornal americano The Daily Wire pediu ao secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, que explicasse os "relatos sobre o uso de golfinhos kamikazes" no conflito.
"Não posso confirmar nem desmentir a existência dos nossos próprios golfinhos suicidas, mas posso confirmar que eles não têm nenhum", declarou Hegseth. Leia também: 'Estou dilacerado': o relato do guia em vulcão que entrou em erupção e matou 3
O general Dan Kaine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, também se pronunciou a este respeito.
"Parece a história dos tubarões equipados com raios laser, não?", respondeu ele.
Os comentários faziam referência a uma reportagem publicada cinco dias antes pelo jornal americano The Wall Street Journal, com o título "Irã busca desesperadamente uma solução para o bloqueio americano que não consegue romper".
A publicação destaca que o bloqueio naval americano ao estreito de Ormuz deixou claras as deficiências da estratégia iraniana para controlar aquela importante rota marítima e que o Irã buscava uma forma de superá-las.
"Autoridades iranianas afirmaram que Teerã poderia utilizar armas nunca antes empregadas, de submarinos até golfinhos equipados com minas para atacar os navios de guerra americanos", segundo a reportagem. Mais de mundo
"A Guarda Revolucionária Islâmica ameaçou intensificar as tensões, cortando os cabos de fibra óptica no estreito de Ormuz, o que interromperia o tráfego global de internet."

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Longo histórico
O uso militar dos golfinhos pode parecer absurdo, mas é uma prática que existe há décadas.
A BBC noticiou, 26 anos atrás, que o Irã havia comprado golfinhos suicidas da Ucrânia.
Especialistas russos haviam adestrado os golfinhos e outros mamíferos aquáticos para atacar barcos e mergulhadores inimigos. Mas, devido aos cortes orçamentários verificados após o colapso da União Soviética (1922-1991), muitos deles foram transferidos para uma coleção particular, a fim de realizar espetáculos para os turistas.
Seu principal instrutor, tanto militar quanto civil, se chamava Boris Zhurid. Ele começou sua carreira como oficial de submarinos e se formou posteriormente em uma escola de medicina.


'Obedecem ordens, a não ser quando o assunto é música'

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