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A guerra invisível que está confundindo sinais de GPS e colocando aviões em

A guerra invisível que está confundindo sinais de GPS e colocando aviões em risco Crédito, Artur Rodionov/Acervo pessoal Legenda da foto, O piloto Artur Rodionov diz que

A guerra invisível que está confundindo sinais de GPS e colocando aviões em
A guerra invisível que está confundindo sinais de GPS e colocando aviões em risco
Artur Rodionov sentado na cabine de comando de uma aeronave, aparentemente em voo, tirando uma selfie. Ela usa uniforme de piloto com camisa branca, gravata escura e ombreiras com listras douradas, além de óculos escuros e um headset com microfone. Pela janela da cabine é possível ver o céu azul e uma camada de nuvens abaixo da aeronave. Parte do painel de instrumentos e dos controles do cockpit aparece à direita da foto, reforçando o ambiente de pilotagem profissional.

Crédito, Artur Rodionov/Acervo pessoal

Legenda da foto, O piloto Artur Rodionov diz que a falsificação de sinais de GPS se tornou uma ocorrência comum com a qual ele precisa lidar
Article Information
    • Author, Peter Ball
    • Role, Serviço Mundial da BBC
  • Published Há 35 minutos
  • Tempo de leitura: 8 min

Um avião da Força Aérea Real Britânica (RAF), que transportava o Secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, sobrevoava a Estônia perto da fronteira com a Rússia na semana passada quando algo estranho aconteceu.

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De acordo com dados de voo analisados ​​pelo Serviço Mundial da BBC, o transponder da aeronave repentinamente começou a indicar que ela estava em território russo, a 300 quilômetros de distância de onde estava segundos antes.

Supostamente, o avião estava voando a apenas 11 quilômetros por hora sobre um lago perto de São Petersburgo. Mas nada disso era verdade. O sistema de navegação da aeronave havia sido afetado por um ataque cibernético. Isso ocorre quando uma área é inundada por sinais de rádio que imitam os de GPS.

Como os sinais de satélite são relativamente fracos quando chegam à Terra, um transmissor terrestre pode emitir sinais falsificados mais fortes, que podem ser captados por sistemas de navegação, incluindo os de aeronaves. Leia também: Como meu irmão foi de ator liberal em Hollywood a 'messias' da machosfera

Pilotos da Força Aérea Real foram forçados a guiar a aeronave usando um sistema de navegação mais antigo e menos preciso, que opera em paralelo com o GPS. O Ministério da Defesa britânico declarou que a segurança da aeronave não foi comprometida.

Na verdade, não foi a única aeronave na área afetada naquele dia. Dados compartilhados com a BBC pela consultoria de aviação SkAI Data Services mostram que mais de cem aeronaves com passageiros a bordo estavam transmitindo localizações incorretas como resultado de falsificação de sinal.

Os mesmos dados indicam que a falsificação e o bloqueio de sinal — outro tipo de interferência que mascara os sinais de satélite para impedir o funcionamento do GPS — estão se tornando cada vez mais comuns em áreas próximas a zonas de guerra ou onde há muita atividade militar, como a região do Mar Báltico, o Golfo Pérsico, o Mar Vermelho, a Índia, o Paquistão e a área ao redor de Mianmar.

A imagem mostra o lançamento de um míssil a partir de uma plataforma terrestre em uma área cercada por vegetação densa. Uma intensa coluna de fogo e gases é expelida pela base do projétil no momento da decolagem, enquanto nuvens de fumaça se espalham ao redor dos veículos e equipamentos militares posicionados no solo. Ao fundo, uma floresta cobre uma encosta sob o céu do entardecer, criando um forte contraste entre o ambiente natural e a cena de caráter militar e tecnológico.

Crédito, Getty Images

Legenda da foto,

Em março, 5.381 voos relataram falsificação, um aumento em relação aos 99 de fevereiro e aos 14 de janeiro, segundo a SkAI Data Services. Mais de mundo

Os casos na região do Báltico dispararam de 17.243 em 2024 para 59.447 em 2025, ainda de acordo com a SkAI Data Services.

Esse aumento coincide com o crescente uso de ataques com drones no conflito entre a Rússia e Ucrânia.

Outras rotas aéreas movimentadas na Europa, no Oriente Médio e na Ásia também sofreram com falsificação ou interferência de GPS, com uma média de mais de 800 voos afetados diariamente em todo o mundo neste ano. Leia também: Governo Lula vê interferência dos EUA nas eleições e não descarta novas ações

Considerando que a tecnologia necessária para isso é facilmente encontrada na maioria dos países, especialistas temem que esse fenômeno se torne generalizado.

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Falsificação atrapalha mesmo pilotos experientes

Este foi o problema que o piloto britânico Sam Rutherford enfrentou quando pilotava um avião de quatro lugares da Arábia Saudita para Omã no mês passado.

Quando estava próximo da fronteira entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, os sistemas de navegação e o piloto automático pararam de funcionar.

A princípio, ele pensou que poderia ser um problema com o avião, mas várias companhias aéreas na região relataram o mesmo problema.

A imagem mostra o interior de uma cabine de comando moderna durante um voo ao amanhecer ou entardecer. Os painéis de instrumentos e telas digitais iluminam o cockpit com tons de azul, verde e amarelo, exibindo informações de navegação, altitude e sistemas da aeronave. Em primeiro plano, é possível ver parcialmente dois tripulantes sentados diante dos controles. Pela ampla janela frontal, observa-se o horizonte com o céu em tons azulados e alaranjados acima de uma camada de nuvens, criando uma atmosfera tecnológica e ao mesmo tempo contemplativa.
Legenda da foto, Sistema de navegação da aeronave pode apresentar mau funcionamento devido à falsificação de sinal GPS

Os riscos da falsificação

Interferências permitidas

A tela de um smartphone exibe um mapa de rastreamento marítimo. O mapa destaca uma região do Golfo Pérsico e do Estreito de Ormuz, com diversas embarcações representadas por pontos e ícones coloridos espalhados pelas rotas marítimas. Nomes de cidades costeiras e áreas próximas aparecem identificados no mapa, enquanto a barra de busca do aplicativo está visível na parte superior da tela. O fundo desfocado atrás do celular sugere um ambiente externo com vegetação, mantendo o foco principal na visualização do tráfego naval.

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