'Proibir redes sociais para jovens não será solução mágica', diz psicóloga
Ler matéria →
Crédito, Claudia Arenas
- Author, Cecilia Barría
- Role, Da BBC News Mundo
- Published Há 2 horas
- Tempo de leitura: 7 min
Ela tinha só cinco anos quando sua casa desabou.
Leia no AINotícia: Mundo: EUA, Colômbia e Minerais em Panorama Global
Era 1999, o ano em que a Colômbia sofreu o terremoto mais mortal de sua história e a cidade de Armênia, no Eixo Cafeeiro, ficou completamente destruída, concentrando ali quase todas as mortes registradas no país.
Ao todo, 971 pessoas perderam a vida no desastre.
Vanessa Porras não conseguia encontrar sua irmã mais nova. Leia também: Por que existe o Dia Mundial do Mosquito — e o que isso tem a ver com o Nobel
Ela mal entendia o que estava acontecendo, embora a lembrança de sua irmã de quatro anos sob os escombros de sua casa tenha ficado gravada em sua memória como se tivesse acontecido ontem.
Vinte e sete anos depois, quando a Terra voltou a tremer na semana passada na Colômbia, Vanessa reviveu essa experiência traumática.
Duas experiências muito diferentes
Vanessa lembra que, naquele, estava almoçando com sua família quando o chão começou a tremer. Todos correram para a rua, exceto sua irmã Angie, que pouco antes havia ido para o quarto.
Sua mãe, desesperada, pedia ajuda para que retirassem a menina, que deveria estar sob os escombros.
Pule Promoção Agregador de pesquisas e continue lendo
Fim do Promoção Agregador de pesquisas
Vanessa estava ensanguentada porque algo havia caído sobre sua cabeça. Ela chorava ao lado da mãe, suplicando para que sua irmã estivesse viva.
Mas elas não conseguiam encontrar a menina. Algumas horas depois, um tremor secundário derrubou as poucas casas que haviam permanecido de pé. Leia também: Quem é Natalie Harp, assessora que se tornou presença constante ao lado de Trump
Esse tremor arrasou ainda mais a cidade de 270 mil habitantes. Muitos dos sobreviventes ficaram soterrados sob suas casas.
Mas esse tremor secundário que matou tantas pessoas foi o mesmo que salvou a vida de Angie.
Como os escombros se moveram, a menina conseguiu gritar e sua voz foi ouvida pelos vizinhos, que a resgataram.
Alguém conseguiu abrir um buraco pelo qual lhe fizeram chegar água. E, depois de muitos esforços, "minha irmãzinha saiu viva", conta Vanessa, hoje com 33 anos.
No terremoto da semana passada, ao contrário do que aconteceu décadas atrás, nada aconteceu com a casa de Vanessa. Sua família está bem.

O que mudou?

O contraste com Pereira

A reconstrução de Armênia


Leia também no AINotícia
- 'Proibir redes sociais para jovens não será solução mágica', diz psicólogaMundo · agora
- A vida de sucesso de Hayden Panettiere nas telas e a dificuldade da atrizMundo · agora
- Irã decidiu mudar sua política de defensiva para totalmente ofensiva, dizMundo · 4h atrás
- Por que julgamento da Meta pode mudar o futuro do Facebook e do InstagramMundo · 4h atrás

