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Crédito, Memoria Viva/Chilevisión
- Author, Isabel Caro
- Role, BBC News Mundo
- Published Há 31 minutos
- Tempo de leitura: 9 min
A chilena Bernarda Rosalba Vera Contardo, na realidade, não era uma prisioneira desaparecida.
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Seu paradeiro foi perdido em outubro de 1973, pouco depois do golpe de Estado no Chile. Ela se casou novamente, teve filhos, adquiriu a nacionalidade sueca e morou por anos na província de Buenos Aires.
Foi ali, em um balneário de Miramar, ao sul da capital argentina, que a emissora de TV Chilevisión a encontrou em meados do ano passado.
Agora, a Justiça confirmou que se trata da mesma pessoa que se acreditou estar morta há muitos anos. Leia também: Por que a Coreia do Sul está virando um dos principais destinos do turismo
O relatório pericial de DNA ordenado pelo ministro extraordinário chileno para causas relacionadas aos direitos humanos, Álvaro Mesa Latorre, permitiu confirmar nesta semana o verdadeiro destino da mulher que, agora, tem 80 anos de idade.
Os antecedentes científicos, correspondentes ao perfil genético e às amostras dos seus familiares, disponíveis no Banco Genético de Familiares de Prisioneiros e Executados Políticos do Serviço Médico Legal do Chile, determinaram uma probabilidade de identificação de mais de 99,9999%, segundo a Justiça chilena.
Fontes do Poder Judiciário do Chile declararam à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, que foi solicitado a ela que se submetesse a um teste e ela teria concordado.
A versão oficial
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Em 1973, Bernarda Vera tinha 27 anos, era casada e tinha uma filha de cinco anos de idade.
Ela trabalhava como professora de uma escola pública de Puerto Fuy, no Complexo Madeireiro e Florestal Panguipulli, na região de Los Ríos, no sul do Chile.
Vera era uma militante política ativa e fazia parte do Movimento de Esquerda Revolucionário (MIR, na sigla em espanhol) e do Movimento Camponês Revolucionário (MCR). Leia também: Por que uma guerra limitada com EUA pode ser melhor para Irã do que a paz
A Comissão da Verdade e Reconciliação foi formada em 1990, durante os primeiros meses de governo do presidente Patricio Aylwin (1918-2016). Seu objetivo era reconstruir as violações de direitos humanos cometidas durante a ditadura chilena (1973-1990).
Esta comissão recebeu o testemunho dos pais de Bernarda Vera, que haviam perdido seu paradeiro pouco antes do golpe de 1973.
O Relatório Rettig publicou o trabalho realizado pela comissão em 1991, incluindo Vera como uma das 1.469 vítimas de desaparecimento forçado no Chile.
O trabalho definiu que ela havia sido detida por militares no dia, em Liquiñe, na região da pré-cordilheira dos Andes no sul do país. Ela teria sido supostamente executada, segundo o relatório, ao lado de outras 15 pessoas.
"Acredita-se que ela tenha sido executada na ponte de Villarrica sobre o rio Toltén, ao lado dos outros prisioneiros de Liquiñe. Ela permanece desaparecida desde o momento da sua detenção", afirma o documento oficial, publicado 35 anos atrás.

A versão alternativa
'Só quer viver uma vida em paz'
A busca da filha

A aresta política e judicial
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