Como os seres humanos serão no futuro?
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Crédito, Royal Ballet
- Author, Ayelén Oliva
- Role, BBC News Mundo
- Published Há 1 hora
- Tempo de leitura: 8 min
Marianela Núñez entra na sala de ensaio Frederick Ashton, da Royal Opera House, em Londres, vestindo uma camisa de futebol rosa com o nome de Lionel Messi. Ao cruzar a porta, ela a tira e dobra com o mesmo cuidado com que amarra as fitas de suas sapatilhas de ponta.
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Marianela— ou Nela, como é chamada na Argentina— é primeira-bailarina do Royal Ballet e conquistou o carinho do público não apenas por seu talento extraordinário e enorme carisma, mas também por uma paixão pelo que faz que só aumenta com o passar dos anos.
Nascida em Buenos Aires, em 1982, ela fez sua primeira aula de balé clássico aos 3 anos, quando a mãe a levou a uma escola de dança na cidade de San Martín, na província de Buenos Aires.
"Esse começo na dança foi como uma cola", diz, sentada em seu camarim, um pequeno refúgio dentro do teatro repleto de fotos pessoais, perfumes e adesivos de gatinhos, onde recebe a BBC News Mundo— serviço em espanhol da BBC. Leia também: Por que escolhi fazer vasectomia antes dos 30 anos — e não me arrependo
Aos 6 anos, ela ingressou na escola do Instituto Superior de Arte do Teatro Colón, em Buenos Aires, onde começou a desenvolver a técnica que a levaria, dez anos depois, ao Royal Ballet, uma das companhias de dança mais prestigiadas do mundo.

Crédito, Ayelén Oliva
Hoje, após quase três décadas na "companhia dos seus sonhos" e aos 44 anos, Marianela se sente mais atual do que nunca. Algo que pode ser percebido não apenas no palco, mas também na energia e na entrega que transmite em cada ensaio.
"Nunca imaginei que, com quase 30 anos de carreira, me sentiria tão plena", diz.
Em uma dança que exige domínio absoluto do corpo e na qual muitos bailarinos de sua idade começam a pensar na aposentadoria, ela trabalha todos os dias para prolongar sua carreira. Mais de mundo
"Estou disposta a fazer tudo o que for necessário para conseguir estender meu caminho na dança", diz, com um sorriso e os olhos cheios de lágrimas.
A poucos dias de estrear em Londres Marianela Timeless, em que interpretará uma seleção especial de seu repertório, a bailarina falou com a BBC Mundo sobre os segredos de uma trajetória que parece desafiar a passagem do tempo.
A paixão como motor
Pregada na parede de seu camarim está uma foto dela ainda criança, vestida com um volumoso tutu azul-turquesa, sapatilhas de meia-ponta combinando e um enorme laço na cabeça. Leia também: Como os seres humanos serão no futuro?
A história de Marianela com a dança começou antes mesmo que ela pudesse imaginar.
Como tantas meninas de sua idade, Marianela começou a dançar ainda muito pequena. Mas o que parecia ser uma atividade para se divertir acabou se transformando em uma vocação e, mais tarde, em sua profissão.

Crédito, Royal Ballet
"Não consigo explicar como, depois de tantos anos, mesmo quando estou cansada ou preocupada, eu me levanto, saio de casa e me sinto invencível", diz.
Marianela está convencida de que "a gente nasce com algo". Mas também sabe que, para muitas pessoas, encontrar aquilo pelo qual são apaixonadas pode levar tempo ou até mesmo nunca acontecer. No caso dela, agradece por ter descoberto isso ainda nos primeiros anos de vida.



A sensibilidade na arte

'Marianela eterna'

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