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Ler matéria →5 motivos do 'boom' econômico do Paraguai (e seus efeitos para o país)

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- Author, Cristina J. Orgaz
- Role, BBC News Mundo
- Published Há 1 hora
- Tempo de leitura: 10 min
Na Copa do Mundo da Fifa de Futebol Masculino de 2026, a seleção do Paraguai não está entre as favoritas da América Latina.
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Mas, em outro setor, o país vem marcando gols sem parar: a economia.
Nos últimos três anos, o Paraguai cresceu, em média, 5,5% ao ano, muito acima da média dos seus vizinhos e da América do Sul como um todo.
Números do Banco Mundial indicam que cerca de 300 mil paraguaios saíram da pobreza nos últimos dois anos. E 2025 registrou o índice de desemprego mais baixo dos últimos 13 anos. Leia também: Bairro 'brasileiro' 'respira' na Copa após cerco de Trump
Os economistas concordam que o país vive um boom econômico. Eles mencionam razões como um sistema tributário relativamente simples e competitivo, dívida pública moderada, baixa inflação, população jovem e disponibilidade de energia renovável barata.
A localização geográfica do Paraguai, no centro do continente, também oferece certas vantagens. A dúvida dos especialistas é se este é um crescimento pontual ou se faz parte de uma tendência de longo prazo.
"Neste momento, o Paraguai sai de uma etapa de crescimento muito acelerado, impulsionado pela agricultura e por outros fatores, para outra fase, talvez de mais estabilidade, mas com altos níveis de crescimento", explica à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) o principal analista para as Américas da empresa de inteligência de riscos Verisk Maplecroft, Mariano Machado.
De fato, segundo ele, as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) calculam o crescimento do Paraguai em 2026 em cerca de 3,7%— abaixo dos 6,6% do ano passado.
Ou seja, o auge do Paraguai é real, mas a sua economia está passando de um crescimento excepcional para uma fase de execução, mais estável. Mais de mundo
Nesta nova etapa, o governo conservador do presidente Santiago Peña precisará tentar convencer parte importante da população paraguaia, que continua percebendo que os benefícios do crescimento não chegam igualmente para todos.

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"Geralmente, uma economia em crescimento gera mais emprego e renda", explica Humberto A. Colman, economista-chefe da fundação paraguaia Desenvolvimento em Democracia (Dende, na sigla em espanhol).
"De fato, nos últimos três anos, foram criados mais de 260 mil empregos, um número considerável para uma força de trabalho de cerca de 3,4 milhões de pessoas", prossegue ele.
"Mas ainda predominam empregos de menor qualidade. Seis a cada 10 trabalhadores estão na economia informal, o que limita seu acesso à previdência social."
"E, embora os salários reais tenham aumentado em mais de 5% no último ano, muitas famílias ainda não recuperaram plenamente o poder aquisitivo perdido em um período anterior de forte inflação dos alimentos", explica Colman.
Redução da pobreza

1. Energia barata

2. Agricultura e exportações

3 . Investimento estrangeiro direto

4. Baixos impostos

5. Infraestrutura no coração da América do Sul
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