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Crédito, Reuters
- Author, Sarah Smith
- Role, Editora de América do Norte, da Dakota do Sul (EUA) para a BBC News
- Published Há 1 hora
- Tempo de leitura: 8 min
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parece apreciar suas notórias exibições de poder pessoal.
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Ele se rodeou de um gabinete e outras autoridades que o elogiam em público. Ele ataca líderes mundiais que perderam sua aprovação. E pressiona algumas das maiores empresas americanas a fazer o que ele deseja.
Ao se aproximar da metade do seu segundo mandato na Casa Branca, Trump declarou em entrevista que "não há limites" para o seu poder.
Este sentimento parece ser a antítese do chamado experimento americano, iniciado 250 anos atrás, quando o país declarou independência do poderio monárquico britânico. Leia também: O mapa de satélite que mostra a extensão da destruição em La Guaira, a área
O que pensariam aqueles revolucionários sobre o atual chefe de Estado americano? Não muita coisa, segundo os críticos.
Milhões de pessoas marcharam em protestos contra Trump nos Estados Unidos e em outros países, portando cartazes com os dizeres "sem reis", "democracia, não monarquia" e "temos uma Constituição, não um rei".
Eles afirmam que Trump está forçando seu poder além do que ousaram fazer os antecessores dele.
Ele, por exemplo, não pediu autorização do Congresso para iniciar a guerra no Irã. E manteve a maior parte dos legisladores no escuro sobre a operação militar na Venezuela, que levou à captura do então presidente Nicolás Maduro.
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Trump também usou poderes de emergência para contornar a necessidade de legislação para impor tarifas comerciais a todo o mundo. A Suprema Corte, posteriormente, determinou que a medida era inconstitucional.
Ao usar o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para investigar e processar pessoas consideradas seus adversários, como o ex-diretor do FBI James Comey, Trump é acusado de ignorar a tradicional separação entre a Casa Branca e os promotores federais, que existe desde o escândalo de Watergate nos anos 1970, no governo Richard Nixon (1913-1994). Leia também: Viagem de Flávio aos EUA é tentativa de se livrar de responsabilidade
"Não me sinto um rei", declarou Trump recentemente, ao ser questionado sobre os protestos. "Preciso enfrentar o inferno para que as medidas sejam aprovadas."
É claro que Trump foi eleito com a promessa de criar mudanças profundas e fundamentais em quase todas as áreas da política e do governo dos Estados Unidos.
Muitos eleitores que votaram em Trump em 2024 contra o ex-presidente Joe Biden, sem dúvida esperavam mudanças radicais em relação à imigração, ao comércio e às relações com aliados americanos históricos.
Mas, entre a totalidade dos eleitores americanos, sua aprovação caiu abaixo de 40%, patamar significativamente inferior à do início do segundo mandato do atual presidente.

Crédito, AFP





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