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- Author, Rafael Abuchaibe
- Role, BBC News Mundo
- Published Há 7 horas
- Tempo de leitura: 7 min
Quando o assunto é a boa alimentação, os especialistas concordam que os melhores hábitos são os que conseguimos adotar e manter na nossa rotina com mais facilidade.
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As sardinhas, mesmo as enlatadas que encontramos nos supermercados (geralmente a preços acessíveis), podem ser um dos pratos com mais benefícios que você pode acrescentar à sua alimentação atual, especialmente se você pretende ter uma vida longa e saudável.
Os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês), por exemplo, indicam que uma única lata de sardinhas pode fornecer todas as nossas necessidades de ácidos ômega-3, um nutriente essencial para o bom funcionamento do cérebro, coração, visão e para reduzir as inflamações.
Mas os especialistas alertam que os ácidos ômega-3 são apenas um dos nutrientes presentes nas sardinhas. Leia também: Quem são os convocados para a Seleção Brasileira que ficaram de fora do álbum
Elas também contêm "componentes conhecidos pelos seus efeitos cardioprotetores, como o cálcio, potássio, magnésio, zinco, ferro, taurina e arginina", segundo um estudo de 2023, que defende o consumo de sardinhas além dos suplementos de ômega-3.
"Esses nutrientes [presentes nas sardinhas], agindo de forma sinérgica, são essenciais para modular as inflamações e o estresse oxidativo relacionados ao sistema cardiovascular, participando também do funcionamento dos cardiomiócitos e da hemodinâmica", prossegue o estudo.
Aqui estão estes e outros benefícios do consumo habitual de sardinhas para a nossa saúde.
1. Ácidos graxos ômega-3

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Os ácidos graxos essenciais ômega-3 desempenham papel fundamental na composição das membranas celulares de diversos tecidos, mas o nosso corpo não consegue sintetizá-los sozinho. Ou seja, eles precisam ser consumidos na alimentação. Mais de mundo
Fim do Promoção Agregador de pesquisas
Existem diversos ácidos deste tipo, mas a maioria dos estudos científicos sobre seus efeitos para a saúde se concentra em três deles: o ácido alfa-linoleico (ALA), o ácido eicosapentaenoico (EPA) e o ácido docosa-hexaenoico (DHA). Leia também: Ebola: pelo menos 100 mortes registradas na República Democrática do Congo e 6
O ácido graxo ALA é considerado um precursor de EPA e DHA, que são os ácidos úteis para os tecidos humanos.
O corpo pode transformar o ALA consumido em EPA e DHA, mas com muito pouca eficiência: menos de 8% para o EPA e menos de 4% para o DHA.
A grande vantagem de consumir peixes gordurosos, como a sardinha e o salmão, além de outras fontes de ácidos ômega-3, é que o corpo do peixe já transformou em EPA e DHA uma grande quantidade dos ALA consumidos das algas. Por isso, quando comemos, estamos ingerindo diretamente aqueles dois ácidos.
"As sardinhas são consideradas importantes fontes destas gorduras ômega-3, da mesma forma que o salmão e o arenque", explica à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC), o professor Jorge Monserrate, do Departamento de Ciências Naturais, Saúde e Bem-Estar da Faculdade Miami-Dade, no Estado americano da Flórida.
"Trata-se de peixes que vivem em águas frias e produzem este tipo de gorduras para regular sua temperatura."

2. Proteína de alta qualidade


3. Fonte de cálcio, magnésio e vitamina D


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