Zezé Motta é a homenageada da 36° edio do Prêmio Shell de Teatro

Desde 1988, o Prêmio Shell de Teatro comemora e reconhece a excelência das artes cênicas brasileiras nos palcos do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Em 2026, a cerimônia acontece na noite do dia 18 de março, no Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, e terá a atriz Zezé Motta como grande homenageada da noite.
A 36° edição da premiação mais longeva da classe teatral brasileira será apresentada por Débora Falabella, vencedora da categoria melhor atriz 2025, e do ator Silvero Pereira.

Ao todo, divididos em dois ciclos de indicações (1° e 2° semestre de 2025), 45 peças e mais de 90 profissionais concorrem em 9 categorias distintas, que levam em consideração espetáculos que se destacaram pela originalidade, relevância artística e qualidade cênica, no Rio e em São Paulo.
Na categoria 'Destaque Nacional', concorrem ao prêmio espetáculos de todo o país, não apenas os que estiveram em cartaz nas capitais paulista e fluminense. Este ano, 173 peças foram submetidas à avaliação do júri especializado e quatro delas estão concorrendo ao prêmio:
- AKOKO LATI WA NI, da Bahia;
- Cassacos, do Ceará;
- Geppetto, do Rio Grande do Sul;
- Os Arqueólogos, de Minas Gerais.

Para celebrar projetos que promovem transformações sociais e valorizam iniciativas culturais, a categoria 'Energia que Vem da Gente' premia pesquisas, espetáculos e iniciativas que levam o teatro e as artes cênicas à população. Este ano, ao todo, oito projetos foram indicados, quatro em São Paulo e quatro no Rio de Janeiro.
Conheça todos os indicados da 36° edição do Prêmio Shell de Teatro:

- Rio de Janeiro
Dramaturgia
Marcia Zanelatto - Devora-me
Mauricio Lima e Tainah Longras - Vinte
Carolina Lavigne e Ricardo Santos - O Nome do Rato
Leonardo Netto - O Motociclista no Globo da Morte
Direção
Camila Bauer - Instinto
Elísio Lopes Júnior - Torto Arado - O Musical
Christiane Jatahy - Um Julgamento - Depois do Inimigo do Povo
Juliana França - Cabeça de Porco - Retratos de Um Território
Ator
Alan Rocha - Martinho, Coração de Rei, O Musical
Rafael Bacelar - Ao Vivo (Dentro da Cabeça de Alguém)
Eduardo Moscovis - O Motociclista no Globo da Morte
Lucas Sampaio - Negra Palavra - Poesia do Samba
Atriz
Larissa Luz - Torto Arado - O Musical
Liliane Rovaris - As Pequenas Coisas
Carolina Virgüez - Veias Abertas 60 - 30 - 15
Fernanda Vianna - (Um) Ensaio Sobre a Cegueira
Cenário
Beli Araújo e Lidia Kosovski - Devora-me
Cachalote Mattos - À Vinha d'Alhos
André Cortez - Djavan, o Musical: Vidas pra Contar
Ricardo Rocha - Alma
Figurino
Julia Vicente - Vinte
Marcelo Olinto - Os Mambembes
Almir França e Marcelo Olinto - A Construção
Ananda Almeida e Raphael Elias - Negra Palavra - Poesia do Samba
Iluminação
Ana Luzia de Simoni - O Céu da Língua
Nadja Naira - Ao Vivo (Dentro da Cabeça de Alguém)
Ana Luzia Molinari de Simoni - O Motociclista no Globo da Morte
Marina Arthuzzi - Velocidade
Música
Jarbas Bittencourt - Torto Arado - O Musical
Muato - Vinte
Federico Puppi - pela direção musical, trilha original e paisagem sonora de "(Um) Ensaio Sobre a Cegueira"
Gustavo Corsi - pela direção musical e música ao vivo de "O Sermão de Santo Antônio aos Peixes"
Energia que Vem da Gente
Instituto Cerne - Pela criação da Escola Popular de Teatro da Baixada e pela dedicação à formação e à programação cultural contínua em São João de Meriti.
Turma Ok - Por sua trajetória de mais de 60 anos enquanto lugar de acolhimento para pessoas LGBTQIAPN+, com apresentações artísticas e encontros sociais em forma de ações de resistência.
Carla Costa pelo projeto Caminhos da Cena: uma Maratona Estudantil, por incentivar a democratização do acesso de artistas em formação a espetáculos no Estado do Rio de Janeiro.
Fernando Maatz e Anti Companhia pelo projeto Teatro a Varejo!, que apresenta peças curtas e populares no centro comercial do Rio.
- São Paulo
Dramaturgia
José Fernando Peixoto de Azevedo - Elisa em Fuga - Segundo Ensaio Sobre o Terror
Marcos Damaceno - Nebulosa de Baco
Silvia Gomez - Lady Tempestade
Michelle Ferreira por "Valência = 2 Homens + 1 Cooler"
Direção
Jé Oliveira - Pai Contra Mãe ou Você Está Me Ouvindo?
Luiz Fernando Marques (Lubi) - Um Clássico: Matou a Família e Foi ao Cinema
Amanda Lyra e Juuar por "Estratagemas Desesperados"
Rodrigo Portella por "(Um) Ensaio Sobre a Cegueira"
Ator
Alexandre Galindo - Veneno
Dudu Galvão por "João"
Gustavo Damasceno por "Outra Revolução dos Bichos"
Renato Livera por "Deserto"
Atriz
Rosana Stavis - Nebulosa de Baco
Sirlea Aleixo - Furacão
Marina Mathey por "João"
Pâmela Côto por "Mamão Papai"
Cenário
Luh Maza - Carne Viva
Marcia Moon - O Papel de Parede Amarelo e EU
Luiz Fernando Marques (Lubi) por "Macuco"
Telumi Hellen por "A Boca que Tudo Come (Do Cárcere às Ruas)"
Figurino
Eder Lopes - Pai Contra Mãe ou Você Está Me Ouvindo?
Isabela Capeto - Os Irmãos Karamázov
Chris Garrido por "A Máquina"
Natasha Corbelino por "1 Peça Cansada"
Iluminação
Aline Santini - Carne Viva
Ricardo Vívian e Sarah Salgado - Lady Tempestade
Alessandro Boschini por "Deserto"
Wagner Antônio e Dimitri Luppi por "Filoctetes em Lemnos"
Música
Alzira E, Arnaldo Antunes, DJ K, Jéssica Caitano, Juçara Marçal, Kiko Dinucci, Maria Beraldo, Maria Esmeralda, Maurício Pereira, Negro Leo, Nuno Ramos, Rodrigo Campos, Rodrigo Ogi, Romulo Fróes e Tulipa Ruiz - Avenida Paulista, da Consolação ao Paraíso
Clara Potiguara - Tybyra - Uma Tragédia Indígena Brasileira
Quarteto À Deriva e Paula Mirhan pela criação e execução musical de "Sinfonia Capital - em Tempos de Segunda Mão"
Marco França pela direção musical de "João"
Energia que Vem da Gente
Cia Teatro Documentário - Por duas décadas de trabalho pela valorização e revitalização de espaços na região da Bela Vista, com o envolvimento de moradores, como no espetáculo de rua Cavalo Bravo não se Amansa.
Teatro de Contêiner - Pelo seu relevante trabalho com a população vulnerável do entorno do teatro, como a iniciativa "Tem Sentimento", que oferece oficinas e atividades para a geração de renda de mulheres.
Esquadrilha Marginália pela criação do espetáculo "Favela de Barro - Instáveis Moradias em Queda", que dá protagonismo e restitui a dignidade de vozes historicamente silenciadas ao retratar a favela como potência cultural e política.
Leda Maria Martins por sua pesquisa, influência e orientação artística, que unem produção de conhecimento e compromisso social na valorização das performances afro-diaspóricas tradicionais e contemporâneas.
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