Wagner Moura rejeita sotaque americano em entrevista a revista dos EUA
Wagner Moura estampa capa do The Hollywood Reporter ao lado de Adam Sandler, Dwayne Johnson, Jacob Elordi, Jeremy Allen White, Mark Hamill e Michael B.
Jordan
Protagonista de “O Agente Secreto” participa de mesa-redonda da The Hollywood Reporter com atores cotados ao Oscar
O ator Wagner Moura afirmou que não pretende perder o sotaque brasileiro para atuar nos Estados Unidos, onde mora atualmente para se dedicar à carreira internacional.
A declaração foi feita durante mesa-redonda organizada pela revista especializada em cinema The Hollywood Reporter e publicada nos stories.
O encontro reuniu atores em campanha na atual temporada de premiações, entre eles alguns cotados ao Oscar, como o protagonista de "O Agente Secreto".

Segundo ele, sua origem e sua cultura fazem parte do que leva para os filmes em que atua.
“Eu sou um ator brasileiro e represento muitas pessoas que vivem aqui e falam com sotaque.
” Moura afirmou que nunca entendeu atores que tentam perder o sotaque e contou que, ao chegar aos Estados Unidos, era questionado se conseguiria interpretar personagens com sotaque americano.
"Não", ele disse ter respondido.
"Primeiro, porque não.
Segundo porque, politicamente, eu achava isso meio errado.
” O ator também disse que nunca será igual a colegas americanos, citando Jeremy Allen White, que participava da conversa, e que não vê isso como um problema.
Jordan.
Segundo a Hollywood Reporter, os sete atores estão em busca do primeiro Oscar da carreira.
A presença de Wagner Moura nesse tipo de evento faz parte da campanha do filme "O Agente Secreto", dirigido por Kléber Mendonça Filho, na temporada de premiações.

Mas a concorrência é poderosa.
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Wagner Moura participou da tradicional mesa-redonda de atores a revista The Hollywood Reporter ao lado de outros astros de Hollywood, como Jacob Elordi, Mark Hamill, Dwayne Johnson, Adam Sandler, Michael B.
Jordan e Jeremy Allen White — intérpretes de filmes de destaque da temporada de premiações, e o brasileiro relembrou do período em que o Brasil foi governado por Jair Bolsonaro e como isso o aproximou de Kleber Mendonça Filho, o diretor de O Agente Secreto, estrelado por Moura.
“Wagner, 20 anos depois de conhecer alguém no Festival de Cinema de Cannes, essa mesma pessoa escreveu um roteiro para você e o dirigiu no papel da sua vida”, comentou Feinberg.
“Conheci Kleber Mendonça Filho em Cannes quando eu estava lá com Cidade Baixa (2005), um filme brasileiro, e ele estava lá como crítico.
Nos demos bem, e então voltei para o Brasil e vi que ele estava dirigindo curtas-metragens, e esses eram ótimos”, começou Wagner.
“Depois, em 2012, vi seu longa-metragem O Som ao Redor (2013) e pensei: ‘Este é um dos melhores filmes brasileiros de todos os tempos! Preciso trabalhar com esse cara!’.
Mas levou muito tempo.
O que realmente nos uniu foi a política.
O Brasil, de 2018 a 2022 [governado por Bolsonaro], passou por um momento muito difícil, e quem se manifestava contra o que estava acontecendo sofria as consequências.
Nós dois sofremos”, contou.
“Eu mesmo dirigi um filme sobre um cara que era o líder da luta armada no Brasil, um filme chamado Marighella (2019), que estreou em Berlim em 2019, mas foi censurado no Brasil.
E Kleber também passou por isso.
Nos reunimos e pensamos: ‘Como podemos reagir ao que está acontecendo aqui?’.
E então veio O Agente Sec