Você está em um relacionamento abusivo? Tribunal do DF faz quiz para mulheres a identificarem relações violentas
Teste tem 17 perguntas; responder 'sim' em uma ou mais é sinal de alerta. Confira também lista de onde procurar mais informações e ajuda.
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Com sentimentos envolvidos, pode ser difícil perceber que uma relação não faz bem. O resultado é que muitas mulheres se encontram em relacionamentos abusivos sem se darem conta da situação.
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O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) fez um quiz com 17 perguntas para as mulheres responderem. O objetivo é que, ao responder, as mulheres percebam se vivem uma relação abusiva e tóxica.
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Confira ainda uma lista de onde procurar mais informações e de onde denunciar situações de violência de gênero.
Psicólogo alerta que é importante ficar atento aos sinais de que o relacionamento é abusivo, desde o início da relação — Foto: Freepik
Com sentimentos envolvidos, pode ser difícil perceber que uma relação não faz bem. O resultado é que muitas mulheres se encontram em relacionamentos abusivos sem se darem conta da situação.
De acordo com a Corte, se a mulher marcar uma ou mais opções, é preciso ficar atenta ao comportamento do companheiro. Se for o caso, é preciso denunciar (veja onde no fim da matéria).
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Seu companheiro vigia ou controla o que você faz?
- Sim
- Não
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Seu companheiro costuma demonstrar ciúmes com frequência?
- Sim
- Não
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Seu companheiro proíbe você de visitar familiares e de manter amizades?
- Sim
- Não
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Seu companheiro critica ou briga por qualquer coisa que você faz, veste, come ou fala?
- Sim
- Não
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Seu companheiro proíbe ou atrapalha você de trabalhar ou estudar?
- Sim
- Não
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Seu companheiro xinga ou humilha você na frente de familiares ou amigos?
- Sim
- Não
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Seu companheiro ameaça, faz chantagens ou a acusa de coisas que você não fez?
- Sim
- Não
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Seu companheiro controla o dinheiro e a obriga a prestar contas, mesmo quando você trabalha?
- Sim
- Não
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Seu companheiro já chegou a destruir seus objetos pessoais, de valor sentimental ou objetos da casa?
- Sim
- Não
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Seu companheiro diz que se você não for dele não será de mais ninguém, e a ameaça caso o abandone?
- Sim
- Não
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Seu companheiro atinge você emocionalmente e a faz se sentir culpada, fazendo você se isolar e ter vergonha de contar a alguém sobre a violência vivenciada?
- Sim
- Não
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Seu companheiro faz questão de lhe contar que tem arma de fogo ou a exibe para você?
- Sim
- Não
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Seu companheiro já chegou a agredi-la fisicamente (bater, empurrar, chutar, beliscar, puxar o cabelo, jogar objetos, etc.)?
- Sim
- Não
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Seu companheiro já agrediu você (física ou verbalmente) na frente de seus filhos?
- Sim
- Não
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Seu companheiro já agrediu você ou outra pessoa da família?
- Sim
- Não
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Seu companheiro .já obrigou você a manter relações sexuais contra sua vontade ou a fazer sexo de uma forma que você não goste (por exemplo: sexo anal, oral ou em grupo)?
- Sim
- Não
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As brigas e as agressões estão ficando mais frequentes e mais graves?
- Sim
- Não
Tipos de violência
A Lei Maria da Penha define cinco formas de violência doméstica contra a mulher:
- Física: bater; empurrar, puxar o cabelo, chutar, jogar objetos, beliscar, morder, queimar, tentar asfixiar.
- Psicológica: ridicularizar, ameaçar, chantagear, humilhar, isolar, impedir contato com amigos e familiares, vigiar, controlar, privar liberdade, impedir de trabalhar e estudar.
- Sexual: forçar relação, forçar gravidez, forçar aborto, realizar toques e carícias sem consentimento.
- Patrimonial: destruir objetos pessoais ou domésticos, reter ou subtrair bens, valores, documentos e instrumentos de trabalho.
- Moral: caluniar; difamar; injuriar, xingar.
Além disso, há um ciclo de violência, composto por três fases, em que as mulheres vítimas de violência muitas vezes têm dificuldade de sair, de acordo com o Ministério Público do DF:
- Acumulação de tensão: nessa fase acontecem incidentes como agressões verbais, ameaças e destruição de objetos. A vítima geralmente acredita que pode contornar o problema e que a situação está sob controle.
- Explosão: a tensão acumulada na fase anterior evolui para agressões físicas de variadas intensidades. A constatação da violência pela vítima pode levá-la a denunciar o agressor e a procurar ajuda.
- Lua de mel: nessa fase ocorre a manifestação de arrependimento do agressor, que geralmente diz que vai mudar e justifica as agressões por ciúme, desequilíbrio emocional, estresse e/ou alcoolismo.
"A vítima acredita que o episódio foi um incidente e acaba se reconciliando com o agressor", aponta o MP do DF.
Se não houver mudança e o agressor não for responsabilizado, o ciclo de violência pode se agravar, alerta o MP.
Em 2025, foram 1.470 casos de feminicídio de janeiro a dezembro, ou seja, 4 mulheres mortas por dia, conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O número é o maior da série histórica.
Onde buscar mais informações?
- Centos Especializados de Atendimento à Mulher (CEAMs)
Os Centros Especializados de Atendimento à Mulher (CEAM) oferecem acolhimento e acompanhamento social, psicológico, pedagógico e de orientação jurídica às mulheres em situações de violências de gênero. Buscam promover e assegurar o fortalecimento da autoestima, da autonomia e o resgate da cidadania das mulheres, além da prevenção, interrupção e superação das situações de violações aos seus direitos.
👉 Os atendimentos nos CEAMs podem ser marcados de forma on-line, por meio deste link.
- Site do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios
No site do Tribnal de Justiça, é possível conferir:
- cartilhas explicativas sobre os diferentes tipos de violência que a vítima pode sofrer;
- como denunciar situações de violência contra as mulheres;
- explicações sobre a Lei Maria da Penha e sobre medidas protetivas;
- informações sobre como solicitar uma medida protetiva contra um agressor.
👉 Confira as informações neste link.
- Rede de Proteção às Mulheres do Distrito Federal
Para buscar instituições que oferecem assistência e atendimento em relação à violência, aos cuidados com saúde mental entre outros pontos, um catálogo foi feito para dar acesso aos diferentes serviços oferecidos na Rede de Porteção às Mulheres no Distrito Federal.
👉 Consulte o site com possibilidade de pesquisa de instituições em diferentes regiões do DF neste link.
Violência contra mulher: como pedir ajuda
Como denunciar a violência?
Fachada da Delegacia de Atendimento Especial à Mulher (DEAM II) — Foto: SSP-DF/Divulgação
A Secretaria de Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP) tem canais de atendimento que funcionam 24h. As denúncias e registros de ocorrências podem ser feitos pelos seguintes meios:
- Telefone 197
- Telefone 190
- E-mail: denuncia197@pcdf.df.gov.br
- Delegacia eletrônica
- WhatsApp: (61) 98626-1197
O DF tem duas delegacias especializadas no atendimento à mulher (Deam), na Asa Sul e em Ceilândia, mas os casos podem ser denunciados em qualquer unidade.
Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM)
- Endereço: EQS 204/205, Asa Sul
- Telefones: (61) 3207-6195 e (61) 3207-6212
Delegacia de Atendimento Especial à Mulher (DEAM II)
- Endereço: QNM 2, Conjunto G, Área Especial, Ceilândia Centro
- Telefone: (61) 3207-7391
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