Veja reação dos indicados ao anúncio do Oscar de melhor ator

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Wagner Moura perdeu o Oscar 2026 de Melhor Ator para Michael B. Jordan, de "Pecadores".

Pela primeira vez na história, um ator brasileiro concorreu na categoria.

Os indicados eram:

  • Wagner Moura, "O Agente Secreto"
  • Timothée Chalamet, “Marty Supreme”
  • Leonardo DiCaprio, “Uma batalha após a outra"
  • Ethan Hawke, “Blue Moon”
  • Michael B. Jordan, “Pecadores”

Discurso de Michael B. Jordan

Michael B. Jordan leva o prêmio de Melhor Ator no Oscar 2026 por seu trabalho em "Pecadores" — Foto: REUTERS/Mike Blake

Assim que subiu ao palco, Michael B. Jordan procurou por seus pais na plateia e lembrou que seu pai viajou de Gana até Los Angeles para ver a premiação.

"Estou aqui por causa das pessoas que vieram antes de mim. Sidney Poitier, Denzel Washington, Halle Berry, Jamie Foxx, Forest Whitaker, Will Smith. E estar entre esses gigantes, entre esses grandes, entre meus ancestrais... obrigado", disse o ator. Ele é o sexto negro a vencer nesta categoria.

Qual a história de 'Pecadores'?

Michael B. Jordan interpreta irmãos gêmeos no filme 'Pecadores' — Foto: Divulgação

Michael B. Jordan encara o desafio de interpretar os gêmeos Fumaça e Fuligem em uma Louisiana de 1932, onde o horror sobrenatural disputa espaço com a violência real da segregação racial.

Sob a direção firme de Ryan Coogler, a trama foge do susto vazio ao ancorar o medo em uma comunidade negra que tenta prosperar através da música, transformando a abertura de um clube de blues no palco de uma luta sangrenta contra forças misteriosas.

O filme equilibra o peso histórico das leis Jim Crow com uma trilha sonora envolvente e um clima de suspense robusto, provando que as feridas sociais do passado conseguem ser tão aterrorizantes quanto as criaturas que espreitam na escuridão.

Qual a história de 'O agente secreto'?

Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura nas filmagens de "O Agente Secreto" — Foto: Laura Castor/Divulgação

"O Agente Secreto" coloca Wagner Moura na pele de Marcelo, um professor que desembarca na capital pernambucana em pleno 1977 fugindo de ameaças em São Paulo para tentar reencontrar o filho.

O longa de Kleber Mendonça Filho é um thriller de atmosfera densa que acerta ao transformar o carnaval e a paisagem urbana em um cenário de vigilância e paranoia, funcionando como um jogo de gato e rato onde as lendas locais e o medo da ditadura se misturam, entregando uma obra que é, ao mesmo tempo, um drama familiar comovente e um suspense pop de tirar o fôlego.

Na edição do ano passado, "Ainda estou aqui" venceu o prêmio de Melhor Filme Internacional. Foi a primeira estatueta conquistada pelo Brasil na história da premiação.