Veja o que se sabe sobre o caso da PM suspeita de agiotagem contra manicure
Manicure afirma que assumiu dívida de R$ 2 mil e já pagou mais de R$ 18 mil. Policial nega agiotagem, diz que foi vítima de golpe e caso é investigado pelo MP e pela PM.
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A manicure alega que uma dívida inicial de R$ 2 mil, assumida de sua irmã, teria se elevado para R$ 36 mil devido a juros abusivos.
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A policial nega as acusações de agiotagem, afirmando ter sido vítima de um golpe e que o valor devido ultrapassa R$ 16,5 mil.
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Áudios divulgados pela TV Anhanguera mostram a tenente fazendo ameaças, como "Para a minha paciência acabar é dois dedos".
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A tenente reconheceu contatos "mais firmes", mas justificou que apenas mencionou procurar a delegacia por suspeita de estelionato.
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O Ministério Público de Goiás e a Polícia Militar acompanham o caso, com a corporação abrindo um Procedimento Administrativo para apuração.
Tenente da Polícia Militar é investigada por suspeita de agiotagem
A tenente da Polícia Militar de Goiás Rhainna Iannari Gomes Lima, de 40 anos, é investigada após ser denunciada por uma manicure de Aparecida de Goiânia por suposta prática de agiotagem e ameaças. A policial nega as acusações e afirma que foi vítima de um golpe. O caso é acompanhado pelo Ministério Público de Goiás e pela própria corporação.
Confira o que se sabe sobre o caso:
Como surgiu a dívida
Segundo a manicure, sua irmã pegou R$ 2 mil emprestados com a tenente. Ela afirma que decidiu assumir a dívida e que, com os juros aplicados, o valor aumentou ao longo do tempo.
De acordo com ela, já foram pagos mais de R$ 18 mil, mas o débito não teria sido quitado. Ela ainda relatou que o valor teria passado de R$ 2,5 mil para R$ 11 mil e, posteriormente, para R$ 36 mil.
A tenente afirma que emprestou dinheiro não apenas à manicure, mas também a familiares dela, e que o valor total devido ultrapassa R$ 16,5 mil.
Manicure denuncia policial militar por agiotagem em Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Acusações de agiotagem
A manicure sustenta que os empréstimos tinham juros elevados e que recebeu uma lista com parcelas semanais de R$ 60, além de multa de R$ 20 por dia em caso de atraso.
Ela também afirma que, com o tempo, as cobranças passaram a ser feitas por terceiros.
A defesa da policial nega a prática de agiotagem e afirma que a cobrança se refere apenas aos valores emprestados.
Relatos de ameaças
Em áudios divulgados pela TV Anhanguera, a tenente teria feito ameaças à manicure. Em uma das mensagens, a policial afirma: “Para a minha paciência acabar é dois dedos” e “Quando é para ser ruim, eu sou péssima”.
A manicure relatou ainda que recebeu ligações e mensagens em tom de intimidação.
A tenente reconheceu que fez contatos mais firmes, mas disse que apenas mencionou a possibilidade de procurar a delegacia por entender que poderia ter sido vítima de estelionato.
Versão da policial
Em vídeo publicado nas redes sociais, Rhainna afirmou que conhecia a manicure há anos e que criou um vínculo de amizade antes dos empréstimos.
Ela disse que começou a emprestar dinheiro em 2024 e que não recebeu os valores de volta. Segundo a tenente, pretende provar a própria inocência e ingressar com medidas judiciais.
Investigação
A denúncia foi protocolada no Ministério Público no dia 4 de fevereiro de 2026.
A Polícia Militar informou que determinou a abertura de Procedimento Administrativo para apurar eventual transgressão disciplinar e verificar indícios relacionados à possível prática de crime militar.
A corporação informou ainda que a tenente está atualmente no exercício exclusivo de atividades administrativas.
O Ministério Público de Goiás acompanha o caso.
Segundo a manicure, Rhainna começou a ameaçá-la depois que ela assumiu uma dívida da irmã — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
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