Copa do Brasil terá mudanças para 2026; veja os detalhes 3:28 Na CBF, debate gira em torno do formato e das datas; o tema é destaque no Explica Aí, Rizzo desta semana.
Crédito: Marcel Rizzo e Bruno Nogueirão | Estadão O título da Copa do Brasil não vai representar apenas a conquista de uma taça para lá de importante em uma temporada irregular de Corinthians e Vasco.
O triunfo no Maracanã, neste domingo, também vai significar redenção para Dorival Júnior ou Fernando Diniz, treinadores que recentemente tiveram passagens frustrantes pela seleção brasileira.
Fernando Diniz e Dorival Junior medem forças no comando de Vasco e Corinthians na final da Copa do Brasil.
Foto: Matheus Lima/Vasco e Rodrico Coca/Ag Corinthians PUBLICIDADE Quando Dorival aceitou o convite da CBF para comandar o Brasil, em janeiro de 2024, ele era a bola da vez para assumir o cargo.
Credenciado pelos títulos à frente de São Paulo (Copa do Brasil) e Flamengo (Copa do Brasil e Libertadores), o treinador tinha a missão de dar estabilidade à seleção, mas foi incapaz de extrair o melhor do time.
Dois dos melhores jogadores do mundo, como Raphinha e Vini Jr, pouco renderam.
Dorival ficou 14 meses no cargo, período em que a seleção foi eliminada nas quartas de final da Copa América pelo Uruguai e correu risco de ficar fora do Mundial.
A saída aconteceu em 28 de março deste ano, três dias depois de o Brasil sofrer dura goleada por 4 a 1 para a Argentina, em Buenos Aires, pelas Eliminatórias da Copa.
Ele comandou a seleção em 16 jogos, com sete vitórias, sete empates e duas derrotas, um aproveitamento de 58%.

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A CBF escolheu como substituto o italiano Carlo Ancelotti.
Dorival, que já havia declarado ser contra estrangeiros no comando da seleção em 2022, voltou a defender os treinadores brasileiros depois de eliminar o Cruzeiro, do técnico português Leonardo Jardim, nas semifinais da Copa do Brasil.
“Nós estamos sendo desrespeitados em todos os aspectos e sentidos.
E, mais uma vez, a gente finaliza o ano tendo Filipe Luís como campeão da Libertadores e do Campeonato Brasileiro, além de, no mínimo, um treinador brasileiro nas finais de uma competição tão importante como a Copa do Brasil.
Nos respeitem um pouco mais.
” Publicidade Ao assumir o Corinthians, em abril, Dorival admitiu que ficou desapontado com sua passagem pela seleção.
“Frustração? Ficou”, disse o treinador, oito meses atrás.
“Me preparei para estar lá e vivenciar um momento como esse, mas tudo bem.
Estou recuperado, em condições de estar aqui no Corinthians e desenvolver o meu melhor.
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Dorival tem 50% de aproveitamento à frente do Corinthians.
São 42 jogos, com 17 vitórias, 12 empates e 13 derrotas.
Apesar da eliminação na Sul-Americana e de apenas o 13º lugar no Brasileirão, o treinador de 63 anos tem chance de conquistar seu quarto título da Copa do Brasil e igualar Luiz Felipe Scolari como o técnico que mais venceu o torneio.
Dorival comandou o Brasil em 16 partidas e amargou eliminação nas quartas da Copa América.
Foto: Wilton Júnior/Estadão Interino de luxo Antes de desafiar Dorival pelo título da Copa do Brasil, Fernando Diniz disputou outra decisão com o colega.
Em 2016, eles estavam à beira do campo nas finais do Paulistão, vencidas pelo Santos de Dorival.
Mas foi Diniz, ainda desconhecido do grande público, quem levou o prêmio de melhor treinador ao conduzir o Audax ao vice-campeonato.
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Com uma filosofia de jogo bastante autoral, cuja essência está nas transições feitas integralmente com toques de bola e jogadores atuando próximos uns dos outros, Diniz é considerado por muitos um treinador de vanguarda.
A primazia por um jogo esteticamente agradável e que valoriza atletas com boa qualidade técnica lhe rendeu a admiração dos boleiros, mas foram quase dez anos até a primeira chance em um clube grande, no Athletico-PR, em 2018.
Ele ainda teve uma passagem frustrante pelo São Paulo até chegar ao Fluminense.
Publicidade No tricolor carioca, Diniz não fez sucesso logo de cara, mas seu esti