União Europeia anuncia aplicação temporária de acordo de livre comércio com o Mercosul
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu a pressa na medida, que cria um mercado de 720 milhões de pessoas e reduz bilhões em tarifas.
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A União Europeia decidiu aplicar temporariamente o acordo de livre comércio com o Mercosul, buscando vantagem estratégica global.
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A medida será implementada antes da aprovação parlamentar, visando garantir a competitividade europeia no cenário mundial.
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Uruguai e Argentina já ratificaram o texto do acordo, com expectativa de que Brasil e Paraguai façam o mesmo.
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O presidente francês, Emmanuel Macron, lidera a resistência protecionista, pressionado por agricultores locais.
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O ministro alemão das Relações Exteriores classificou o acordo como "histórico", vendo grande potencial.
União Europeia antecipa com o Mercosul
A União Europeia anunciou nesta sexta-feira (27) que vai colocar em prática, temporariamente, o acordo de livre comércio com o Mercosul.
A medida ocorre antes mesmo da aprovação pelo Parlamento Europeu e tem como objetivo garantir uma vantagem estratégica para o bloco europeu diante de outros concorrentes globais.
Ainda não há uma data definida para a entrada em vigor, mas a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu a celeridade do processo. Segundo ela, o acordo é fundamental para a competitividade da Europa no cenário mundial.
O acordo cria um mercado de 720 milhões de pessoas, reduz bilhões em tarifas e dá uma vantagem à Europa num mundo tão competitivo", segundo Ursula.
A decisão da União Europeia acontece após Uruguai e Argentina ratificarem o texto do acordo. A expectativa é que Brasil e Paraguai façam o mesmo em breve.
Apesar do anúncio, o movimento acentuou as divisões internas no bloco europeu. O presidente da França, Emmanuel Macron, lidera a resistência protecionista, pressionado por agricultores franceses que temem a competição com os produtos vindos do Mercosul.
Um grupo de eurodeputados, sob a liderança de representantes franceses, levou o caso à Corte de Justiça da União Europeia, uma disputa que pode levar anos para ser concluída.
Oportunidade econômica
Enquanto a França resiste, outras economias da Europa, como Alemanha e Espanha, enxergam o tratado como uma grande oportunidade. O ministro das Relações Exteriores da Alemanha classificou o entendimento como algo de importância histórica.
O acordo é "histórico" e vamos trabalhar para explorar todo o potencial do entendimento, segundo o ministro alemão.
Para o Brasil, o foco principal da parceria está na ampliação do acesso ao mercado europeu, especialmente para os produtos do agronegócio. A disputa atual ultrapassa o campo político, tornando-se uma busca por espaço em um mercado global cada vez mais concorrido.
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