Tribunal de Contas vai apurar contrato de R$ 1,3 bilhão da Seduc Amazonas sem licitação

Apuração foca na inexigibilidade de licitação e no valor do contrato com a Fundação de Desenvolvimento e Inovação Agro Socioambiental do Espírito Santo.


  • O Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) investigará um contrato de R$ 1,3 bilhão da Seduc, assinado sem licitação, por possíveis irregularidades.

  • A apuração foca na inexigibilidade de licitação e no valor do contrato com a Fundação de Desenvolvimento e Inovação Agro Socioambiental do Espírito Santo (Fundagres).

  • O caso segue para o relator, que avaliará pedido de medida cautelar e possível suspensão do contrato.

Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc) — Foto: Seduc

O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas admitiu uma representação para apurar possíveis irregularidades em um contrato de R$ 1,3 bilhão firmado pela Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc) sem licitação. A decisão foi publicada na segunda-feira (2) no Diário Oficial Eletrônico da Corte.

O contrato, no valor de R$ 1.348.300.206,00, prevê a oferta de uma solução de sistema integrado de ensino para o Ensino Fundamental e Médio da rede estadual. A empresa escolhida foi a Fundação de Desenvolvimento e Inovação Agro Socioambiental do Espírito Santo (Fundagres).

A representação foi apresentada pela Secretaria de Controle Externo (Secex) do próprio tribunal. O setor técnico questiona o uso da modalidade "inexigibilidade de licitação", prevista na Nova Lei de Licitações (Lei 14.133/2021).

Esse tipo de contratação é permitido quando há fornecedor exclusivo ou inviabilidade de concorrência. No dia 20 de fevereiro, a Seduc publicou uma portaria declarando a inexigibilidade com base nesse argumento.

O contrato inclui material didático impresso e digital, plataforma educacional, avaliações de aprendizagem, formação continuada de professores e assessoria pedagógica.

Veja os vídeos que estão em alta no g1

Veja os vídeos que estão em alta no g1

De acordo com a representação, o tribunal vai analisar o valor do contrato e a modalidade escolhida. Também consta no processo que a atividade econômica principal registrada pela fundação é de pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais.

Com a representação aceita, o caso segue para análise do relator. Ele vai avaliar o pedido de medida cautelar e decidir se haverá suspensão ou outra providência em relação ao contrato.

O g1 questionou a Seduc sobre a justificativa técnica para inexigibilidade na contratação e aguarda resposta.