Suspeitos de matar e esquartejar gaúcha em SC usaram carro da vítima para descartar restos mortais, diz polícia

Parte do corpo da corretora Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi encontrada em uma área rural em Major Gercino.


  • Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, foi morta e esquartejada em Florianópolis.

  • Os restos mortais foram divididos em cinco pacotes diferentes e levados até uma ponte na área rural da cidade, de 3,2 mil habitantes, e jogadas em um rio.

  • Quatro pessoas são suspeitas de envolvimento no crime, tratado como latrocínio, e três foram presos.

Delegado fala sobre morte de corretora de imóveis morta em Florianópolis

Delegado fala sobre morte de corretora de imóveis morta em Florianópolis

Os suspeitos de matar e esquartejar a corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, em Florianópolis, usaram o porta-malas do próprio carro da vítima para levar os restos mortais até o local de descarte, segundo a Polícia Civil. Parte do corpo foi encontrado a mais de 100 km de distância, em Major Gercino (SC), na quarta-feira (11).

Os restos mortais foram divididos em cinco pacotes diferentes e levados até uma ponte na área rural da cidade, de 3,2 mil habitantes, e jogadas em um córrego. Apenas o tronco da vítima foi localizado.

Três pessoas são suspeitas de envolvimento no crime, tratado como latrocínio, e três foram presos. Todos eles, incluindo a vítima, moravam no mesmo residencial no bairro Santinho, região turística da Capital, no Norte da Ilha.

O carro da vítima foi localizado em uma rua próxima ao residencial, após um dos suspeitos indicar onde o veículo estaria.

Carro de da corretora Luciani Aparecida Estivalet Freitas — Foto: Juan Todescatt/ NSC TV

Quem são os suspeitos?

  • Ângela Maria Moro, de 47 anos, administradora do residencial, presa na quinta-feira (12).
  • Matheus Vinícius Silveira Leite, 27 anos, vizinho de porta da vítima, preso nesta sexta-feira (13).
  • Namorada de Matheus, que não teve o nome informado. Ela foi presa nesta sexta-feira.

Segundo o investigador, Matheus também era procurado por um latrocínio em São Paulo e morava a poucos metros da casa da corretora, em um residencial na Praia do Santinho.

Ele dividia apartamento com o irmão, um adolescente de 14 anos, que foi flagrado no residencial buscando encomendas compradas com o CPF da vítima. A polícia ainda não definiu a responsabilidade dele no caso.

A investigação chegou até eles após um boletim de ocorrência feito pela família da vítima na segunda-feira (9). A partir disso, a polícia identificou compras feitas no CPF de Luciani e prendeu inicialmente por receptação Ângela Maria Moro, de 47 anos, encontrada com pertences da vítima. Ela negou participação.

No termo de audiência de custódia, obtido pela NSC TV, as autoridades citam ainda o nome da mãe dos homens de 14 e 27 anos. A polícia, no entanto, informou que ela não é considerada suspeita do crime.

Luciani Aparecida Estivalet Freitas está desaparecida em Florianópolis — Foto: Redes sociais/ Reprodução

Crime em São Paulo

Além da morte da corretora, Matheus é suspeito de matar João Batista Vieira, de 65 anos, em 2022. O crime ocorreu em Laranjal Paulista (SP) e câmeras de segurança registraram o crime durante a madrugada.

À época, a polícia disse que Matheus já trabalhou como segurança na padaria da vítima. Ele foi identificado através de testemunhas e imagens. Segundo o delegado, a blusa que o suspeito usou no dia do crime foi encontrada em um rio em Laranjal Paulista, e a arma do crime também pode estar no local.

Suspeito de matar comerciante jogou blusa utilizada no dia do crime em ribeirão em Laranjal Paulista — Foto: Arquivo pessoal