São Paulo: votação do impeachment de Casares tem data confirmada; veja
Camarote do MorumBis: o que é o caso que abala a gestão do São Paulo 2:31 Clube abre sindicâncias para investigação de vendas ilegais de ingressos de espaço conhecido como 'Sala Presidencial'.
O 2026 do São Paulo tem tudo para ser mais quente nos bastidores do que dentro de campo.
Em ano de eleições, o clube encara tensão política e virou caso de polícia enquanto aperta ainda mais as contas para tentar conter a crise financeira e ainda montar um elenco competitivo.
PUBLICIDADE Os holofotes do clube estão em recentes escândalos.
Um deles é envolve uso ilegal de um camarote no MorumBis, que fez Douglas Schwartzman e Mara Casares se licenciarem dos cargos na diretoria.
Além disso, a Polícia Civil também investiga supostos desvios de até R$ 11 milhões dos cofres são-paulinos.
Todo esse cenário colaborou para a crescente dissidência política no clube.
Perdendo apoio, o presidente Júlio Casares enfrenta um pedido de impeachment.
Ele, contudo, ganhou respaldo do Conselho Consultivo, com parecer contrário ao afastamento.
A votação será dia 14 no Conselho Deliberativo.
Em diferentes áreas, Crespo e Casares terão desafios distintos no São Paulo em 2026.
Foto: Rubens Chiri/São Paulo
Para que o impeachment seja aprovado, é preciso de maioria qualificada de dois terços do Conselho (171 votos dos 255 possíveis).
Isso iria impor um afastamento provisório do presidente.

Nesta instância, basta maioria simples.
Se Julio Casares for destituído, ele é banido do clube e quem assume a presidência do São Paulo é o vice-presidente Harry Massis Junior até a eleição.
No clube do Morumbi, a votação para presidente é indireta.
São os conselheiros que elegem o novo mandatário.
Dois nomes aparecem como possíveis candidatos entre dissidentes de Casares.
Um deles é Carlos Bemonte, ex-diretor de futebol que deixou o cargo próximo do fim da temporada.
Parte do seu grupo, o Legião, apoia um impeachment do atual presidente.
Outro nome é o de Vinicius Pinotti.
Ele já foi diretor-executivo do São Paulo e atuava como consultor da presidência, mas rompeu o laço após a divulgação de que a Polícia Civil investiga diretores por supostos desvios em vendas de atletas.

Na temporada que se avizinha, o esforço para isso será ainda maior, já que cresce a tensão nos bastidores.
“Acho que posso fazer parte da solução.
O São Paulo precisa de uma mudança profunda.
A ideia é continuar a planejar o futuro.
Temos de confiar que a coisa vai acontecer.
Faz parte da minha vida tentar ajudar.
Mas se a diretoria achar que não posso ajudar, vou embora”, disse o argentino após a goleada de 6 a 0 para o Fluminense.

Foto: Rubens Chiri/São Paulo Mesmo com cautela nas falas, não foi a primeira vez que Crespo deixou escapar um incômodo com o clube.
“Tentamos fazer o melhor possível e tentamos nos adaptar no que acontece no dia a dia.
No São Paulo, acontecem muitas coisas durante o dia a dia.
Ideia é fazer o melhor possível e depois falar em dezembro, ver o que se pode fazer no futuro.
Tento programar aqui dia a dia, as surpresas aqui são constantes.
Acontecem coisas inacreditáveis todos os dias”, disse.
Isso tudo sem grande perspectiva de melhora financeira, que já fez o São Paulo reduzir o elenco em 2025.
Para este ano, a ideia é aliviar ainda mais a folha e tentar rejuvenescer o grupo.
Na previsão orçamentária, o futebol é o setor que mais gasta, mas o único que teve redução do ano passado para cá (5%).
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